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Governadores criticam Bolsonaro e mantém isolamento

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Os 27 governadores brasileiros se reuniram via online e decidiram que, entre outras coisas, vão manter as medidas restritivas e o isolamento social como armas contra o avanço do coronavírus. A posição vai de encontro ao pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na noite da última terça-feira, de abrir as escolas, a volta do comércio e o fim da auto quarentena.

Após uma reunião amistosa com governadores do Nordeste e do Norte durante o dia, o presidente fez um discurso à noite em rede nacional criticando eles por prejudicar a economia com o fechamento do comércio, a quarentena e isolamento. Bolsonaro pediu a da “volta à normalidade” e o fim do “confinamento em massa”. E isso pegou mal junto aos governadores.

A resposta dos governadores veio por meio do encontro com a presença de todos, menos Albanez do Distrito Federal. No final da reunião, confeccionaram um documento que será entregue ao governo federal, mas que o conteúdo já é do conhecimento de todos: mais diálogo, rolagem das dívidas por maior tempo e mais recursos federais. O tom político não pode ser deixado de lado. Dória e Witzel são candidatos a presidente e Bolsonaro quer a reeleição.

O consenso entre todos é que o coronavírus não pode ser minimizado, que a saúde das pessoas é mais importante que a economia e a orientação da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde devem ser seguidas. Ao final da reunião o placar foi de: 25 governadores manifestaram-se a favor de manter as regras de isolamento, apenas os governadores de Roraima e Rondônia não se posicionaram. O presidente foi criticado por 19 deles ( AC, AL, AP, BA, CE, ES, GO, MA, MS, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, SC, SP e SE), seis evitaram crítica (AM, DF, MT, MG, PR e TO) e os governadores de Rondônia e Roraima, mais uma vez não se manifestaram.

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