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Governo tem primeira reunião ministerial com celulares confiscados

O presidente Lula faz primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto e pede boa relação com o Congresso Nacional. Na imagem os ministros e presidente aparecem de frente - Metrópoles

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa afirmou, nesta sexta-feira (6), que o novo governo vai “priorizar e dar sequência de atos concretos”. A declaração foi feita após a primeira reunião entre do presidente Lula e os 37 ministros.

“Ele quer ritmo muito acelerado de entregas. A fome não pode esperar, muita gente sem casa para morar, problemas graves na saúde. O objetivo foi esse: não fazer reparo. Estamos no quinto dia útil de governo. Ainda estaremos até o fim do mês num fluxo de nomeação das equipes dos ministérios”, declarou Rui Costa.

“Iremos priorizar e dar sequência de atos concretos, retomada de programas, como Minha Casa Minha Vida, entrega de escolas e creches paralisadas. Vamos hierarquizar do maior percentual de execução para o menor”, completou.

“O presidente, ao fim, encerrou a reunião falando do seu otimismo, vontade, determinação. Nos próximos dias, já quer fazer agenda nos estados, fazendo entregas, ações concretas de cada pasta. A partir de terça, a Casa Civil vai visitar cada ministério para recepcionar sugestões de prioridades e ações que podem e devem ser tratadas como metas dos 100 dias de governo”, disse o ex-governador da Bahia.

Lula proíbe celular

Lula proibiu a entrada de celulares na primeira reunião geral do novo governo com os ministros. Os telefones foram recolhidos na entrada da Sala Suprema, no segundo andar do Palácio do Planalto.

A prática costuma ser usada por autoridades para evitar vazamento de informações. No Planalto há escaninhos de madeira em área próxima à sala suprema e nos gabinetes do presidente e ministros.

O procedimento vale mesmo para quem trabalha no Planalto. Segundo auxiliares do presidente, ele costuma pedir que interlocutores deixem seus aparelhos fora dos ambientes de encontros. Eles afirmam que Lula se incomoda com o desvio de atenção das pessoas com as quais conversa e que gosta de manter contato visual permanente.

O presidente não usa telefone celular próprio e recorre ao dos assessores mais próximos para conversar.

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