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Grupo de nova ministra do Turismo é ligado a miliciano

A nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), mais conhecida como Daniela do Waguinho - Foto: Evaristo Sá/AFP

A nova ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), mais conhecida como Daniela do Waguinho, teve que vir a público nesta terça-feira (3) para dar explicações sobre uma polêmica envolvendo ela e seu marido, Waguinho (União Brasil), que é prefeito de Belford Roxo.

Ela rebateu reportagem do jornal Folha de S. Paulo que mostra a relação do grupo político do casal com a família do ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, o Jura, condenado e preso sob acusação de chefiar uma milícia na Baixada Fluminense.

“A ministra do Turismo, Daniela Carneiro, durante sua campanha, em 2018, recebeu apoio em diversos municípios. Ela ressalta que o apoio político não significa que ela compactue com qualquer apoiador que porventura tenha cometido algum ato ilícito. Daniela Carneiro salienta que compete à Justiça julgar quem comete possíveis crimes. Quanto às nomeações na Prefeitura de Belford Roxo, a ministra enfatiza que não tem nenhuma ingerência, pois o ato é de competência exclusiva do Poder Executivo”, diz nota oficial distribuída pela assessoria da ministra.

A reportagem lembra que Daniela teve o apoio da ex-vereadora Giane Prudêncio, mulher de Jura, nas eleições de 2018 e do ano passado. O próprio miliciano se envolveu em atos de campanha de Daniela, há quatro anos, quando cumpria as condenações por homicídio e associação criminosa em regime semiaberto, ressalta o texto.

Jura, apontado como chefe do chamado “Bonde do Jura”, estava nas ruas em 2018 após ser nomeado, em junho de 2017, como assessor de uma secretaria da Prefeitura de Belford Roxo, comandada por Waguinho, completa a reportagem do jornal.

O emprego lhe garantiu o benefício de trabalhar fora da cadeia, lembra o jornal. A Justiça, porém, suspendeu a autorização de trabalho em janeiro de 2020 após identificar possíveis irregularidades na atuação do ex-PM na prefeitura.

Jura está detido na Cadeia Pública Constantino Cokotós, destinada a agentes de segurança presos. O Ministério Público considera que ele é “detentor de poderio e de capacidade para arregimentar homens e armas dentro de sua estrutura criminosa, mesmo estando preso”. A Secretaria de Administração Penitenciária, por sua vez, classifica seu comportamento como excepcional.

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