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Há uma ação criminosa em andamento, diz Moro

  • “Não estou com medo”.
  • Que divulguem tudo de uma vez
  • “Esse é o verdadeiro fato, de quer anular (com relação às sentenças)”  
  • “Não faço questão de foro privilegiado”
  • “Estou convicto das minhas ações como juiz”
  • “Se eu escrevi aquilo, não vejo nada demais”
  • “Como o site atestou a autenticidade disso?”
  • “Não tenho apego ao cargo”
  • “Me sinto perplexo de falar tanto sobre esse tema”

Após quase nove horas de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, sobreviveu e saiu mais fortalecido do que entrou na sabatina com os mais de 40 parlamentares, nesta quarta-feira (19). A maratona acabou desanimando os políticos  e esvaziando quem pretendia emparedar o ministro.  

A discussão acabou sendo sobre quem é contra ou a favor da Lava-Jato, sobre quem quer soltar bandido, o que favoreceu muito à posição do ministro. Os momentos mais tensos ficaram por conta dos ministros do PT e PDT, que deixaram claro a intenção de apenas soltar Lula nas contestações sobre o trabalho de Moro à frente da Lava-Jato. No final o que ficou bem definido é que o crime é a invasão de telefones de autoridades brasileiras por hackers.

Em todas as suas intervenções, Moro assegurou ter agido dentro da lei, negou conluio com Ministério Público, disse que não tem apego ao cargo – pede demissão se comprovada irregularidades a frente da operação Lava-Jato – e finalmente sentenciou que há uma ação de um grupo criminoso organizado em andamento.

Moro relembrou à comissão que teve o celular particular invadido no início do mês, mas que, até o momento, não há evidências de acesso ao conteúdo do aparelho. O ministro disse suspeitar que as invasões de celulares de autoridades não vieram de amadores. “Não vieram de adolescentes com espinhas na cara”. O  site afirma que recebeu o material de uma fonte anônima antes deste episódio

— Confesso que dessa vez fiquei surpreendido pelo nível de vilania e de baixeza dessas pessoas responsáveis pelo ataque, à ousadia criminosa de invadir de ou tentar invadir telefones de procuradores da República, inclusive o telefone do ministro da Justiça, e utilizar isso não para fins de interesse público, mas sim para minar esforços anticorrupção, afirmou Moro.

“Nós precisamos proteger as instituições desses ataques criminosos. Tenho convicção dos meus atos como juiz, seja de qualquer espécie de comunicação, com policiais, advogados, procuradores, juízes. Nunca senti qualquer satisfação pessoal nos meus atos condenatórios”, assegurou o ministro.

Em outro momento Moro questionou o The Intercept Brasil. Pediu para que ele preste um serviço ao país e apresente o material que tem para que seja avaliada a sua autenticidade. “O site já teve o furo jornalístico que ele queria, agora que divulgue todas as informações. Apresente ao supremo. Vamos ver o que temos. Esse sensacionalismo só levantou as ‘vivandeiras’ da nulidade”, falou Moro numa referência aos que defendem a anulação das condenações da Lava-Jato.

O ministro também questionou a quem interessa o vazamento das mensagens. “A quem beneficia? O que existe é um movimento claro para anular condenações de pessoas que cometeram crimes graves ou desmoralizar e enfraquecer as instituições brasileiras” avaliou Moro enfatizando que “precisamos avançar na área de proteção cibernética”.  

Ao ser perguntado se deixaria o cargo, caso fosse feita uma investigação, respondeu que “se houve alguma incorreção da minha parte, eu não tenho nenhum apego pelo cargo em si. Apresente tudo, vamos submeter isso ao escrutínio público. E, se houve ali irregularidade da minha parte, eu saio, mas não houve, porque eu sempre agi com base na lei”, garantiu.

Moro citou as 55 sentenças condenatórias, que o Ministério Público recorreu de 44, além de 91 indeferimentos de prisão, para definir que não foi parcial na sua atuação como juíz.  Para o ministro, as mensagens mostradas até agora são “completamente normais”.  

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