
Os terroristas do Hamas respondenderam nesta sexta-feira (3) ao acordo de cessar-fogo do presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo a emissora do Qatar Al-Jazeera, o Hamas disse estar pronto para libertar os reféns e entregar os corpos das vítimas. “Neste contexto, o movimento afirma a prontidão para entrar imediatamente em negociações por meio de mediadores para discutir os detalhes deste acordo”, diz a mensagem.
O grupo, entretanto, apontou que não deve abrir mão de participar das discussões sobre o futuro governo de Gaza. “Outras questões mencionadas na proposta do presidente Trump sobre o futuro da Faixa de Gaza e os direitos legítimos do povo palestino estão conectadas a uma posição nacional unificada e às leis e resoluções internacionais relevantes, devendo ser discutidos em um marco nacional palestino coletivo, do qual o Hamas fará parte e contribuirá com plena responsabilidade”, afirma.
Mais cedo, o presidente Donald Trump havia feito publicação em tom ameaçador em que fixava até a noite de domingo (5) para que o Hamas aceitasse o acordo. Segundo o republicano, caso rejeitasse a proposta, o grupo poderia enfrentar um “inferno total nunca antes visto”.
Críticas ao acordo
Embora tenha aceitado a libertação de reféns, o Hamas sinalizou que está aberto para negociar as condições. Representantes da organização já haviam criticado o plano proposto por Trump, que, segundo eles, “serve aos interesses de Israel” e “ignora os do povo palestino”.
O plano anunciado junto ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, previa um governo de transição chefiado por Trump e sem qualquer participação do Hamas. Outro ponto que gera insegurança para os membros é a liberação de todos os reféns de uma só vez, enquanto Israel faria uma retirada gradual do território. À BBC, um dos líderes relatou a desconfiança de que Israel poderia retomar os ataques assim que recuperasse os reféns.


