
As demandas de cirurgias cardíacas pediátricas atingiram marca histórica no Hospital do Coração Francisca Mendes.
Com um aumento de 70,9% no número de procedimentos realizados em um ano, atualmente não há espera para a realização dessas cirurgias em crianças e adolescentes.
Agora, a cirurgia pode ser feita após o fechamento do diagnóstico e realização de todos os exames preparatórios necessários ao procedimento, em média, 15 dias.
O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
A unidade hospitalar, que é referência em cardiologia na região norte, recebeu investimentos do Governo do Amazonas, com a ampliação de leitos, chegada de recursos e reformas, equipando o time multidisciplinar para trabalhar em condições mais favoráveis e alcançar resultados ainda mais expressivos.
No ano passado, o Hospital do Coração Francisca Mendes realizou 200 cirurgias cardíacas pediátricas, um aumento em relação aos 117 feitos em 2021.
A direção da unidade destaca que a realização dessas cirurgias é essencial no tratamento para malformações congênitas em crianças.
Além das cirurgias pediátricas, o hospital obteve um aumento notável de 121% em relação ao número de cirurgias em adultos realizadas em 2021, totalizando mais de 420 procedimentos cirúrgicos em 2022.
Ao longo do ano, a unidade também registrou mais de 25 mil consultas médicas em cardiologia clínica e cirúrgica e quase 6 mil exames cardiológicos ambulatoriais.
O secretário de Saúde do Amazonas, Anoar Samad, destacou a importância desse marco e o trabalho realizado pela equipe do hospital para realizar mais atendimentos e oferecer uma maior resolutividade para as doenças relacionadas ao coração.
Estratégias positivas
A diretora do hospital, Nayara Maksoud, destacou a estratégia de ‘busca ativa’ de crianças que aguardavam pelo procedimento, que foi realizada de forma inédita pela equipe.
A diretora também destacou que o tempo para a realização da cirurgia reduziu substancialmente, podendo ser realizada em até 15 dias.
“Antes, esse prazo era muito maior, tendo crianças que cresceram com esse problema. Outros precisaram ser levados para fora do Estado”, explicou.


