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Ibama recomenda negar licença para Petrobras na Foz do Rio Amazonas

Os desdobramentos dos planos da Petrobras de explorar petróleo na Foz do Amazonas ganharam mais um capítulo nos últimos dias. Um parecer técnico do Ibama recomendou que o governo federal negue o pedido para explorar petróleo na bacia da foz do Rio Amazonas.

O documento interno diz que a perfuração em busca do combustível fóssil é inviável ambientalmente e pede que a licença seja indeferida e o processo de licenciamento seja arquivado.

Agora, a visão da equipe técnica responsável por esta avaliação vai para as mãos do presidente do órgão, Rodrigo Agostinho, que vai se basear neste e em outros documentos para decidir se emite ou não a licença de operação, informa a agência Sumaúna, que teve acesso ao parecer.

De acordo com a agência, o texto cita lacunas na “previsão dos impactos da atividade nas três terras indígenas da região do Oiapoque e incertezas no plano apresentado pela estatal para atendimento à fauna, em caso de acidente com derrame de óleo”.

Os técnicos do Ibama afirmam ainda que existe uma insegurança técnica e jurídica neste caso pela falta de uma avaliação completa de compatibilidade entre a exploração de petróleo e o contexto socioambiental da região, que há tempos desperta o interesse do setor – que enxerga no bloco em análise uma porta de entrada para a produção de petróleo e gás natural em toda a Margem Equatorial Brasileira, área com potencial de extração de 14 bilhões de barris de petróleo, o que está sendo considerado uma nova “fronteira” petrolífera.

Ministro intercede por licença para perfuração na Foz do Amazonas

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), intercedeu junto ao presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, em favor de uma solução para a licença de perfuração na Foz do Amazonas, projeto da Petrobras em águas profundas do Amapá.

“Tomei a liberdade de ligar para o presidente do Ibama”, disse Silveira à epbr na sexta (28/4). “Ele [presidente do Ibama] demonstrou muita parcimônia. Recebeu as minhas ponderações com muito bom grado”, disse. “E se comprometeu a se debruçar com os técnicos para ver se acha solução para o licenciamento.”

Segundo a Samaúma, um parecer técnico contrário à emissão da licença foi concluído em 20 de abril, citando riscos ambientais e lacunas no conhecimento sobre os riscos de um eventual vazamento atingir a costa. Rodrigo Agostinho tem autoridade para decidir sobre a licença.

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