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Irã está bem perto de nós, diz ministra da Argentina

Argentina: quem são os nove ministros escolhidos para o governo de Javier  Milei - Fotos - R7 Internacional

A ministra do Interior da Argentina, Patricia Bullrich não mediu palavras e incendiou as relações com a Bolívia ao afirmar que “há presença de forças Quds” – um braço da Guarda Revolucionária do Irã – em território boliviano.

“Estamos analisando se há pessoas que não falam espanhol e que têm passaportes bolivianos”, disse ela. Em ocasiões anteriores, ela mencionou “700 pessoas de origem iraniana” em território boliviano.

Patricia Bullrich também disse que “há células do Hezbollah na tríplice fronteira” – nenhuma novidade para os serviços de inteligência do Brasil. E que uma célula do tipo foi descoberta em Iquique, no Chile, no Chile, mas dois de seus integrantes “escaparam para São Paulo”.

Poucos dias depois que a justiça argentina endossou o que todo mundo sempre soube: a participação de mentores iranianos do mais alto nível e operadores do Hezbollah nos dois grandes atentados contra alvos judaicos em Buenos Aires nos anos noventa.

Segundo a ministra, a estratégia do Irã para entrar na América Latina tem duas faces, a pública, com acordos diplomáticos com toda aparência de legítimos, e a submersa, esta uma especialidade da força Quds, que opera no exterior.

A face pública avançou para um novo patamar no ano passado, com a assinatura de um memorando de entendimento entre o Irã e a Bolívia, acendendo alarmes que não podem ter passado despercebidos no Brasil.

Segundo o ex-chefe do Estado Maior do Chile, general da reserva John Griffiths, hoje num centro de estudos estratégicos, existe a possibilidade de que a Bolívia adquira drones, sistemas avançados de inteligência, de segurança cibernética e de mísseis. “Cria um cenário que não podemos ignorar”.

“Não podemos ser ingênuos diante da aquisição dessa tecnologia pela Bolívia. Os países vizinhos tomarão nota desta situação”. avalia.

Também não deixou de ser anotada, pelo principal interessado, os Estados Unidos a autorização dada pelo governo brasileiro no começo de 2023 para que dois navios de guerra do Irã atracassem no Rio de Janeiro.

“Nós estamos com Israel, com os Estados Unidos, com a Europa e com o mundo ocidental por convicção, porque acreditamos na filosofia da democracia, da defesa dos direitos humanos, dos países livres onde as pessoas possam escolher viver suas vidas em liberdade”.

“A neutralidade não é uma posição argentina”.

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