Presidente decide pelo nome de Alexandre Ramagem para diretor-geral da PF e Oliveira para o Ministério da Justiça e Segurança. Os dois são amigos e da confiança da família Bolsonaro
A nomeação de Oliveira no Diário Oficial da União como novo ministro da Justiça e Segurança Pública deve ser publicada ainda neste domingo (26). O presidente Jair Bolsonaro encontrou com Oliveira ontem (25) no Palácio da Alvorada, onde acertou os detahes da sua nomeação. Atualmente Oliveira é o chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Ele era o nome que a família Bolsonaro queria na pasta.
O novo ministro da Justiça e Segurança Pública escreveu em sua conta no Twitter que está “junto com o presidente por um Brasil melhor”. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos! Bandeira do Brasil”, disse Jorge Oliveira repetindo o slogan do governo de Bolsonaro

O governo também já se decidiu sobre o novo diretor-geral da Polícia Federal. É Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de inteligência (Abin), que ocupará a vaga no comando da PF aberta após Bolsonaro exonerar o delegado Maurício Valeixo. A saída de Valeixo foi um dos motivos que levaram Moro a deixar o governo, alegando tentativa de interferência política do presidente na PF.
Jorge Oliveira, de 44 anos, é advogado e ex-major da PM de Brasília. Quando foi chamado para a Secretaria-Geral da Presidência, atuava como chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na Câmara dos Deputados. Antes, já havia sido assessor parlamentar de Jair Bolsonaro, também na Câmara.
Entre 1993 e 2013, atuou como oficial da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele também já trabalhou como assessor parlamentar na Câmara Legislativa do Distrito Federal, entre 2003 e 2013.
Ele tem pós-graduação em Direito Público pelo Instituto Processus, de Brasília, e especialização em Gestão de Segurança Pública.
Alexandre Ramagem
Delegado da Polícia Federal, Ramagem entrou na corporação em 2005. Na PF, ele comandou as divisões de Administração de Recursos Humanos e de Estudos, Legislações e Pareceres.
Ainda na PF, ele também atuou na área de coordenação de eventos como a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e a Rio+20, conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente.
Em 2018, Ramagem foi segurança do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral – os candidatos a presidente têm direito à segurança prestada pela Polícia Federal.
Ele assumiu o comando da segurança de Bolsonaro depois de o presidente, então candidato, ter sido vítima, em setembro, de um atentado a faca em Juiz de Fora (MG). Desde a campanha, a relação de amizade dele com a família Bolsonaro se intensificou.
Em julho de 2019, foi nomeado para a direção da Abin. Antes, trabalhou com o ex-ministro Santos Cruz, chefe da Secretaria de Governo na gestão Bolsonaro nos primeiros meses do mandato.


