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Jornalistas são atacados e baleados por russos na Ucrânia; veja

Crédito: Reprodução

Dois jornalista da rede americana Sky News foram feridos em uma emboscada de tiros dispaados por soldados russos enquanto cobria a invasão na Ucrânia.

O correspondente-chefe Stuart Ramsay e sua equipe foram atacados pelos militares russos perto de um posto de controle de Kiev enquanto tentavam deixar a cidade na última segunda-feira.

As imagens mostram que a equipe tentou avançar, mas os disparos aumentaram. Na sequência, os cinco ocupantes desceram do carro e gritaram pedindo para que os ataques parassem, identificando-se como jornalistas.

O vídeo foi gravado na última segunda-feira, mas só foi divulgado neste sábado (5), agora que a equipe já está em segurança no Reino Unido (veja o vídeo abaixo).

“Nosso mundo virou de cabeça para baixo”, escreveu Ramsay em um relato em primeira pessoa do ataque. “Eu me lembro de me perguntar se minha morte seria dolorosa.”

Ainda segundo a jornalista, do nada, uma pequena explosão e seguida algo atingiu o carro e um pneu estourou. “Rolamos até parar. De repente, balas começaram a atingir o pára-brisa do veículo, forçando a equipe de cinco pessoas a se abaixar para se proteger. Estávamos sob ataque total”. 

“Balas batiam por todo o carro, viámos flashes de balas, elas acertavam o vidro do para-brisa, os bancos, o volante, painel, tudo”, escreveu ela.

A equipe estava indo em direção à cidade de Bucha, a cerca de 48 quilômetros de Kiev – onde um comboio russo já havia sido destruído pelo exército ucraniano, quando um esquadrão de reconhecimento russo abriu fogo.

Ramsay e os outros gritaram que eram jornalistas, mas “as soldadas continuaram chegando”, escreveu ele.

Enquanto se preparava para correr em direção a um barranco, ele foi atingido na região lombar por uma bala. “Fui atingido!”, gritou, então caiu de cara no barranco.

O operador de câmera Richie Mockler também levou dois tiros não fatais que pegaram no colete a prova de balas.

“No final, nos reagrupamos. Nós cinco estávamos vivos. Não podíamos acreditar”, disse ele, que buscou proteção num muro de concreto como cobertura, até correram para uma unidade fabril próxima e esperaram pelo resgate.

“Tivemos muita sorte. Mas milhares de ucranianos estão morrendo e as famílias estão sendo alvo de esquadrões russos, assim como nós, dirigindo em um saloon da família e atacados”, escreveu ele. 

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