
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro afastou Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (15) pelo desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro. Ele nomeou o vice Fernando Sarney como interventor e determinou a realização de eleições “o mais rápido possível” para formação de nova diretoria.
A gota d’água foi a última reunião de terça-feira (13) com representantes de 21 das 27 federações estaduais de futebol para discutir o processo de afastamento do comando da CBF, que provocou revolta e ingnação.
Ednaldo Rodrigues mudou o estatuto da entidade, aprovadas em novembro do ano passado.O documento dá mais poder ao chefe da confederação e esvazia atribuições da diretoria, foi referendado por unanimidade pelas federações, mas os presidentes não receberam o novo texto que eles mesmos validaram. Registrado em um cartório do Rio de Janeiro, o estatuto não foi publicado no site da CBF até hoje e só na quarta-feira (14) teve o seu teor revelado.
Entre as mudanças no estatuto, em vigor desde 2017, a que mais chamou atenção durante a assembleia geral foi a autorização de que o presidente da CBF concorra ao terceiro mandato consecutivo.
O que também acabou sendo aprovado foi a derrubada da possibilidade de a diretoria da entidade afastar dirigentes ou fazer intervenção em federações filiadas, que passou a ser “competência exclusiva do Presidente da CBF”.
Também caiu a vedação a celebração contratos com empresas de dirigentes ou de familiares.
As atribuições da diretoria também foram reduzidas e concentradas nas mãos do presidente — no caso, de Ednaldo.
Na reunião desta terça, o cartola explicou sua situação política e o jurídico da instituição apresentou um panorama sobre os possíveis cenários. Nada de falar sobre as discretas mudanças no estatuto.
Veja um trecho da decisão da Justiça do Rio:
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