Brasil terá um ‘espelho do pré-sal’ à venda nos próximos dois anos. Já foi reconhecida uma área do tamanho do Uruguai

O desejo do Governo é expandir para 650 quilômetros o limite de exploração do pré-sal
O Ministério de Minas e Energias fará leilões em nova fronteira do pré-sal. A intenção é vender fatia de exploração além do limite da plataforma continental no Brasil enquanto o Governo aguarda decisão da ONU sobre expansão da área.
O Governo quer aproveitar todo o potencial de exploração da águas profundas e pretende ampliar o limite para 650 quilômetros, espera apenas a decisão da ONU em relação a isso. Por enquanto, o além limite vai de 370 quilômetros da plataforma continental do país.
Essa é uma área importante de produção, pode aumentar muito o potencial de produção do petróleo aqui no Brasil. O maior interesse é aquela região próxima a Bacia de Santos, que é chamada de ‘espelho do pré-sal’, que pode aumentar em 50% as reservas de petróleo do país.
O Ministério de Minas e Energia pretende incluir em leilões, nos próximos dois anos, blocos exploratórios no mar além do limite de 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros da costa) estabelecido pelas Nações Unidas (ONU) como a área de exclusividade econômica do país.
Especialistas calculam que a exploração dessa área marítima pode ampliar o volume de reservas de petróleo e gás do Brasil, hoje estimadas em 15,9 bilhões de barris, em 50%.
Especialistas e técnicos do governo têm se referido a essa área como “espelho do pré-sal”. Isso porque a região é tão rica quanto o pré-sal, cujos reservatórios descobertos na última década já respondem por 57% da produção de petróleo do Brasil.
O limite de 350 milhas náuticas é o novo marco que o Brasil reivindica para sua plataforma continental jurídica junto à ONU desde 2004, com o objetivo de ampliar sua exploração de riquezas minerais no mar. Quinze anos depois, o Brasil teve há um mês a primeira vitória: a ONU publicou em junho em seu site a ampliação dos limites da plataforma continental de 200 para 300 milhas na Região Sul.
Uma reunião foi marcada entre autoridades brasileiras do Brasil e da ONU para agosto para definir como será feito esse pagamento. É o que falta para que blocos na faixa litorânea próxima ao pré-sal sejam incluídos em leilões a partir do ano que vem, diz uma fonte envolvida nas conversas.


