Ele criticou a “democracia liberal burguesa” e defendeu reformas trabalhista e da Previdência

Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve no sábado (11) em um evento organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Guararema, no interior de São Paulo. No local, ele discursou para os presentes e se sentou ao lado de João Pedro Stédile, um dos líderes do movimento.
O evento organizado pelo MST foi intitulado de “Democracia e Participação Popular”. O ministro criticou a “democracia liberal burguesa” e defendeu que reformas trabalhista e da Previdência deveriam ser submetidas a referendo para que seja obtida a “democracia participativa que todos almejamos”.
“A democracia está em crise, todos dizem isso. Mas o que está em crise, na verdade é a democracia representativa, liberal burguesa, a democracia dos partidos, na qual, tenho certeza, que nenhum de nós se sente representado adequadamente”, observou o ministro.
“Essas crises sucessivas têm uma raiz profunda, que é o sistema político que, de fato, não nos representa”, disse Lewandowski.
Lewandowski, que está no Supremo desde 2006, será o próximo ministro do STF a se aposentar, já que ele completa 75 anos – idade limite para integrar a Suprema Corte – em maio deste ano. Em seu discurso, o membro do Supremo afirmou que a democracia está em crise.
Além de Lewandowski e Stédile, quem também participou do evento foi a advogada Carol Proner, esposa do cantor Chico Buarque e fundadora da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD). Proner será assessora da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no governo Lula.
A advogada é também uma das figuras cotadas para assumir um dos próximos lugares que ficarão vagos na Suprema Corte. Além de Lewandowski, quem vai se aposentar em 2023 do STF será a atual presidente do Supremo, ministra Rosa Weber, que completará 75 anos no próximo mês de outubro.


