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Empossado nesta segunda-feira (18) pelo presidente Lula como chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet afirmou que o momento é de “reviver na instituição os altos valores constitucionais” e que o órgão deve estar atento aos limites da sua atuação.
“Não podemos perder de vista que o equilíbrio tem que ser o nosso apanágio”, afirmou Gonet, em um discurso em que defendeu que o Ministério Público Federal não busque “palco nem holofote.
“”Temos um passado a resgatar, um presente a nos dedicar, e um futuro a preparar”, afirmou. “O Ministério Público Federal vive um tempo crucial.”
“Devemos ser inabaláveis diante dos ataques dos interesses contrariados e constantes diante da efervescência das opiniões ligeiras. Devemos, sobretudo, ter a audácia de sermos bons e justos e corretos”, afirmou.
Em seu discurso de cerca de dez minutos, Gonet falou que o dever em combater a corrupção e organizações criminosas é “indeclinável”, mas ressaltou que o MPF deve mostrar o compromisso com os direitos de todos, “mesmo do mais censurável malfeitor”.
Ao lado do presidente, Gonet também destacou que o Ministério Público Federal (MPF) deve se conter “às estritas competências de que somos titulares” e obedecer aos limites éticos da atuação.
O PGR disse, ainda, que o equilíbrio deve ser a principal característica do Ministério Público, que a instituição é corresponsável pela preservação da democracia e que deve estar atenta “aos que sofrem” e “aos que não acham espaço de proteção na política”.


