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Macron ouve críticas de Lula a agronegócio brasileiro; “conservadores latifundiários”

O presidente Lula (PT) disse que há poucas terras indígenas demarcadas no Brasil e criticou os representantes do agronegócio brasileiro, aos quais chamou de “conservadores e latifundiários”. A declaração foi feita durante visita do presidente francês Emmanuel Macron, em evento de condecoração do líder indígena Raoni Metuktire.

Ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, Lula cobrou também que países mais industrializados “que já desmataram” ajudem financeiramente os demais na preservação de florestas tropicais.

– Queremos convencer o mundo de que o mundo que já desmatou tem que contribuir de forma importante para que países que ainda têm florestas mantenham a floresta de pé. Esse é um compromisso nosso – afirmou.

Lula reiterou o compromisso assumido pelo Estado brasileiro de zerar o desmate na Amazônia até 2030 e disse que fará da “luta contra desmatamento uma profissão de fé”.

Macron, por sua vez, anunciou que ambos vão investir 1 bilhão de dólares (R$ 4,98 bilhões) cada em iniciativas para promoção da biodiversidade, desenvolvimento econômico dos indígenas e atividades que favoreçam a preservação florestal. Macron chamou o compromisso em favor da bioeconomia de “Apelo de Belém”.

Segundo Macron, o projeto conjunto com o Brasil tem como objetivo aproximar os territórios dos dois lados do Oiapoque – referindo-se à Guiana Francesa, que visitou na segunda (25)- e “lutar contra o garimpo e interesses financeiros de curto prazo que ameaçam a floresta”.

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