
O turismo no Amazonas revela um mosaico de experiências que unem natureza, cultura e gastronomia em cenários únicos. Da imponência da floresta e dos rios à riqueza das tradições locais, o estado oferece destinos capazes de encantar viajantes em busca de aventura, contemplação e vivências autênticas na maior região tropical do planeta.
Manaus e Parintins, cidades amazonenses que unem história, natureza exuberante e tradição cultural no coração da Amazônia, foram incluídas entre os “50 lugares para viajar no Brasil em 2026”, ranking divulgado pela plataforma digital Brasil em Mapas.
De acordo com a plataforma — que compila dados geográficos, econômicos, sociais e infraestruturais do Brasil em mapas visuais —, Manaus aparece na 5ª colocação, classificada como destino turístico do tipo “Hub Internacional”. Já Parintins ocupa a 23ª posição, com a tipologia “Internacional de Nicho”.“Com protagonismo crescente do turismo de experiência, a metrópole amazônica Manaus se firma como hub único, exótico e estratégico da Amazônia. Destinos como Alter do Chão e Parintins, com seu inesquecível Festival Folclórico, reforçam a força cultural e ambiental da região”, destacou a plataforma.
Para a doutora Cláudia Martins, turismóloga e professora do curso de Bacharelado em Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a inclusão de Manaus e Parintins na listagem reverbera como um selo simbólico de validação internacional, que contribui para o aumento da visibilidade turística.
Ainda de acordo com a professora, os destinos turísticos Manaus e Parintins representam duas dimensões complementares do turismo amazônico.
“Manaus como hub internacional: porta de entrada da Amazônia, infraestrutura turística consolidada, atrativos icônicos, experiências na floresta e capacidade de articulação com mercados internacionais. Parintins como destino internacional de nicho: produto turístico altamente específico, forte apelo simbólico, identitário e sensorial, turismo motivado por evento cultural único (não substituível) e alta fidelização de visitantes”, explicou.
Ainda neste ano, Parintins ganhou mais um destaque na imprensa internacional. Desta vez, em matéria assinada pelo jornalista Jamie Lafferty para o jornal britânico The Times. O texto apresenta o Festival Folclórico de Parintins como alternativa “espetacular” ao Carnaval do Rio de Janeiro e convida leitores estrangeiros a conhecerem a pluralidade cultural e natural da região amazônica.
Em seu texto, Lafferty declara que o “Festival” não se resume apenas a um espetáculo folclórico; trata-se de uma “celebração da identidade local e da cultura amazônica”. Na visão do jornalista, enquanto o Carnaval do Rio de Janeiro é conhecido mundialmente, Parintins oferece ao visitante uma experiência igualmente intensa, porém enraizada em tradições indígenas e na vibrante cultura regional.
Os desafios do turismo no Amazonas
O Amazonas guarda muito mais do que Manaus e Parintins entre seus atrativos turísticos. Outras cidades da região revelam destinos igualmente exuberantes e encantadores, reforçando a diversidade que torna o estado singular no cenário nacional.“O Amazonas tem um potencial enorme, mas ainda pouco estruturado. Exemplos fortes como Presidente Figueiredo, Novo Airão, Barcelos, Rio Preto da Eva, Tefé e tantos outros. O Amazonas tem destinos incríveis, mas ainda carece de narrativa turística estruturada”, salientou a professora.
De acordo com Martins, muitos destinos amazonenses ainda não conseguiram se firmar no cenário nacional e internacional principalmente devido às limitações logísticas do estado.
“Esses destinos têm acesso difícil e caro. A logística ainda é um gargalo enorme. Além da baixa promoção turística estruturada, falta profissionalização em alguns serviços (transportes, hospedagem, alimentação), pouca integração entre os atores locais e ausência de posicionamento claro de mercado”, frisou.
Embora haja desafios estruturais e logísticos, Manaus e Parintins evidenciam que o turismo no Amazonas é uma realidade e que o estado já desponta como destino turístico reconhecido internacionalmente.
“O Amazonas não é um destino, é um conjunto de experiências únicas que ainda estão sendo descobertas. Manaus e Parintins são a porta de entrada, mas o verdadeiro potencial está na diversidade de territórios, culturas e sabores que ainda precisam ser revelados ao mundo”, concluiu Cláudia Martins.
Como o ranking foi construído
A plataforma Brasil em Mapas analisou dados referenciais de rankings e guias internacionais de turismo, entre eles The New York Times (Travel – 52 Places to Go), Lonely Planet, Condé Nast Traveler, National Geographic Travel, BBC Travel, The Guardian (Travel), Le Monde (Voyage), El País (El Viajero), Forbes Travel e Time (World’s Greatest Places).
O Índice de Visibilidade Turística (IVT), elaborado pela plataforma Brasil em Mapas, compara destinos brasileiros a partir de quatro dimensões e quinze parâmetros, como fluxo de visitantes, realização de grandes eventos, conectividade aérea, porte dos aeroportos, visibilidade internacional e diversidade de atrativos.


