
Em fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras. Já no Distrito Federal e em outras 12 capitais do país, a cesta básica ficou mais barata. A maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).
É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em fevereiro de 2026, o preço da cesta básica de Manaus apresentou queda de -2,94% em relação a janeiro. A cesta custou R$ 628,90. Entre abril de 2025 e fevereiro de 2026, o valor diminuiu -6,38%.
Nos dois primeiros meses de 2026, aumentou 1,37%. Entre janeiro e fevereiro de 2026, oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios:
- banana (-10,59%),
- tomate (-7,27%),
- óleo de soja (-4,24%),
- açúcar cristal (-3,30%),
- carne bovina de primeira (-1,33%),
- arroz agulhinha (-0,85%),
- farinha de mandioca (-0,42%)
- café em pó (-0,32%)
O valor médio do leite integral se manteve estável. Outros três itens apresentaram elevação de preço:
- feijão carioca (1,79%),
- pão francês (0,80%);
- manteiga (0,18%).
Desde abril de 2025, foram registradas elevações em três dos 12 produtos: carne bovina de primeira (7,55%), feijão carioca (7,04%) e pão francês (1,38%).
Os alimentos que tiveram diminuição de preços foram: arroz agulhinha (-26,11%), tomate (-24,51%), farinha de mandioca (-15,96%), banana (-13,76%), açúcar cristal (-13,51%), leite integral (-5,64%), manteiga (-4,96%), óleo de soja (-3,02%) e café em pó (-1,40%).
No ano, ou quando se compara o custo da cesta entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, cinco produtos registraram alta: tomate (13,02%), pão francês (3,88%), manteiga (3,09%), carne bovina de primeira (0,86%) e feijão carioca (0,29%).
O preço de farinha de mandioca manteve-se estável. Os seguintes itens apresentaram queda de preço: óleo de soja (-9,92%), café em pó (-5,58%), banana (-5,55%), açúcar cristal (-4,61%), arroz agulhinha (-4,53%) e leite integral (-2,39%).
Em fevereiro de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 85 horas e 21 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 87 horas e 56 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em fevereiro de 2026, 41,94% da renda para adquirir a cesta. Em janeiro de 2026, esse percentual correspondeu a 43,21% da renda líquida.
A maior elevação ocorreu em Natal, onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%).
Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.
A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada.


