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Manaus tem o pior rendimento per capita entre as capitais

O valor apurado para Manaus foi de R$ 1.502,00 , ficando muito abaixo da média nacional e sinalizando um considerável desafio na distribuição de rendimentos na cidade.

A capital do Amazonas, Manaus, registrou o pior rendimento domiciliar per capita entre todas as capitais brasileiras no ano de 2024. É o que mostram dados da pesquisa “Síntese de Indicadores Sociais – uma análise das condições de vida da população brasileira 2025”, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (03/12/2025).

O valor apurado para Manaus foi de R$ 1.502,00 , ficando muito abaixo da média nacional e sinalizando um considerável desafio na distribuição de rendimentos na cidade. A pesquisa, que sistematiza informações sobre a realidade social do país, foca em eixos como estrutura econômica e mercado de trabalho, padrão de vida e distribuição de rendimentos e Educação.

O rendimento per capita de Manaus (R$ 1.502,00) representa apenas cerca de 32% do rendimento máximo registrado, que pertence a Florianópolis (R$ 4.673,75), e está bem abaixo da média das capitais (R$ 2.590,04). No contexto estadual, o Amazonas também apresentou um rendimento domiciliar per capita baixo, de R$ 1.237,07, ficando significativamente abaixo da média nacional de R$ 2.017,00.

Queda nos Rendimentos e Desafios no Trabalho

Os dados da pesquisa indicam que, no Amazonas, o cenário de rendimentos tem enfrentado quedas e posições desfavoráveis nos rankings nacionais. O rendimento médio de todos os trabalhos no estado (R$ 2.297,00) registrou uma queda de R$ 170,00 em comparação com 2023. Por consequência, o estado caiu duas posições no ranking das Unidades da Federação para esse indicador, ocupando a vigésima segunda posição em 2024.

Na capital, a situação do mercado de trabalho também revela dificuldades. O rendimento médio do trabalho principal em Manaus sofreu uma redução de R$ 220,00 em um ano, passando de R$ 2.904,00 em 2023 para R$ 2.684,00 em 2024. Isso colocou a capital amazonense na penúltima posição entre os rendimentos médios no trabalho principal das capitais brasileiras. Os menores rendimentos médios no trabalho principal foram registrados em Salvador (R$ 2.635,00), Manaus (R$ 2.684,00) e Maceió (R$ 2.719,00).

Indicadores Sociais e Desigualdade de Renda

Apesar do cenário de baixos rendimentos, o Amazonas demonstrou um avanço destacado na redução da desigualdade de renda em 2024. O Índice de Gini, que mede a distribuição de rendimento domiciliar per capita, melhorou significativamente, passando de 0,511 em 2023 para 0,474 em 2024. “Essa melhora é um indicativo positivo de melhor distribuição de rendimentos no estado”, de acordo com a pesquisa.

No entanto, um desafio persistente no estado é a elevada proporção de jovens que não estudam e não estão ocupados (os chamados nem-nem), que corresponde a 25,52% (ou 282 mil pessoas de 15 a 29 anos) da população jovem. Este valor coloca o Amazonas na 9ª posição no ranking nacional, próximo à média dos estados do Nordeste.

Na área de Educação, o estado registrou progresso. A taxa de frequência escolar total (32,2%) e a taxa de analfabetismo (4,8%) na população de 15 anos ou mais ficaram melhores que a média nacional (27,2% e 5,3%, respectivamente). Em Manaus, a taxa de analfabetismo foi de 1,7%.

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