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Manchester City é banido da Champions League

O treinador do Manchester City, Pep Guardiola, durante partida contra o West Ham, válida pelo Campeonato Inglês, realizada no Etihad Stadium - 28/08/2016

O Manchester City foi banido pela Uefa da Liga dos Campeões pelas próximas duas temporadas e multado em 30 milhões de euros (cerca de 140 milhões de reais) por descumprimento às regras do chamado fair play financeiro, um um mecanismo criado para impedir que clubes gastem mais do que arrecadam, e de normas de código de conduta. 

O City foi considerado culpado pelo Clube de Controle Financeiro da Uefa por ter inflado falsamente suas receitas de patrocínio para tentar burlar as leis de fair play financeiro. As acusações foram desencadeadas pela publicação de e-mails e documentos “vazados” pela revista alemã Der Spiegel em novembro de 2018.

“A Câmara Adjudicatória, tendo considerado todas as evidências, constatou que o Manchester City Football Club cometeu violações graves dos Regulamentos de Licenciamento de Clube e Fair Play Financeiro da UEFA, impulsionando suas receitas de patrocínio em suas contas e nas informações de equilíbrio enviadas à UEFA entre 2012 e 2016”, informou a Uefa em nota.

O City sempre negou as denúncias e acusou a publicação de crimes cibernéticos pelo vazamento dos documentos. Nesta sexta-feira (14), o clube informou, em comunicado, que está “decepcionado, mas não surpreso” com o anúncio e disse que recorrerá da decisão junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

A punição vale a partir da próxima temporada. Na atual edição, o time dirigido por Pep Guardiola e que tem os brasileiros Gabriel Jesus e Fernandinho no elenco enfrentará o Real Madrid nas oitavas de final.

Os e-mails e documentos “vazados” indicam que o proprietário do City, Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, da família que governa Abu Dhabi, financiou a maior parcela do exorbitante patrocínio do clube, maquiando as contas do clube.

Um dos e-mails sugere que a patrocinadora Etihad foi responsável por apenas 8 milhões de libras dos 67,5 milhões de libras supostamente investidos pela companhia aérea no clube. O restante, portanto, teria sido financiado  pela empresa de Mansour, o Abu Dhabi United Group.

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