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MEC reprova cursos de Medicina e aplica sanções: Nilton Lins e Fametro tiram nota 1

O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções, entre eles a da Universidade Nilton Lins e do Centro Universitário Fametro, de Manaus.

As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.

O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.

Segundo avaliação do MEC, 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão de vagas. Ainda de acordo exame, 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2; 80 cursos ficaram com conceito Enade 3; 114 atingiram o conceito Enade 4; e 49 ficaram com conceito Enade 5.

Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.

O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.

De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.

Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegar ao mercado de trabalho para atender ao público, apenas 67% tiveram o que o instituto chama de “resultado proficiente”, ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.

O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfatório.

A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.

As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.

Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.

Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.

Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santana informou que dos 107 cursos, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.

O que acontece agora com os cursos:

  • 8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.

“É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, disse Camilo.

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