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Média móvel de mortes por Covid-19 no país sobe para 365

 O Brasil registrou nesta quinta-feira 926 mortes e 34.640 casos de Covid-19. Com isso, são 5.783.647 pessoas infectadas e 164.332 vidas perdidas desde o começo da pandemia. Já a média móvel subiu de 319 para 365. As informações são do boletim das 20h do consórcio de veículos de imprensa.

Essa é a primeira vez nos últimos oito dias que todos os estados informam os dados completos. Alguns deles, como Rio e São Paulo, tiveram problemas com o sistema do Ministério da Saúde que foi invadido por hackers. Já o Amapá sofreu com o apagão.

Com isso, o número de mortes e quase cinco vezes maior do que da última terça-feira, quando foram registrados 204 óbitos e 25.517 infectados pelo novo coronavírus.

O salto ocorreu por causa da pela liberação de dados represados de estados como São Paulo, que desde 6 de novembro não divulgava informações completas sobre a doença em seu território.

As mortes informadas por SP (190) representam 33,6% das registradas desta quarta, enquanto que os casos (24.936) são 52,2% dos relatados hoje.

A falta de informações durante a semana afetou diretamente a média móvel, que faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores.

Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o “ruído” causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Em sua primeira agenda pública após ser diagnosticado com o novo coronavírus o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que ainda não está “completamente recuperado”.

Segundo ele, a Covid-19 “é uma doença complicada” e é “difícil de voltar ao normal”. Na quarta-feira, o ministro participou do lançamento da campanha Novembro Azul.

— Queria agradecer as palavras de carinho pela recuperação, não estou completamente recuperado, é claro. É uma doença complicada. É difícil você voltar ao normal, mas a gente já consegue trabalhar um pouquinho. É o primeiro dia de atividade no trabalho — disse o ministro.

No dia 21 de outubro, logo após ser diagnosticado com a doença, Pazuello participou de uma live com o presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o ministro afirmou que estava utilizando vários medicamentos, incluindo a cloroquina, e que havia acordado “zero bala”.

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