
“A polícia do Equador entrou à força na nossa embaixada e deteve o ex-vice-presidente daquele país que era refugiado e em processo de asilo devido à perseguição e assédio que enfrenta”, disse Andrés Manuel López Obrador, que seu pessoal diplomático e fechou sua embaixada em Quito neste domingo (7).
A medida acontece após a ruptura de relações com o Equador desencadeada pela invasão policial inédita da sede diplomática para capturar o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.
O grupo de 18 pessoas, composto por funcionários e suas famílias, foi levado ao aeroporto acompanhado pelos embaixadores da Alemanha, Panamá, Cuba e Honduras, que garantiram que sua integridade fosse respeitada, de acordo com o governo mexicano.
Os mexicanos estão viajando em uma companhia aérea comercial após descartarem enviar um avião militar devido às tensões.
O Presidente do México declarou na rede social X (antigo Twitter) que a invasão constituía “um ato autoritário” e uma violação flagrante do direito internacional e da soberania mexicana.
Um grupo de agentes da polícia do Equador invadiu na sexta-feira (5) a embaixada mexicana em Quito, onde estava refugiado Jorge Glas, horas depois do México ter concedido asilo político ao ex vice-presidente equatoriano.
Pouco depois, o Governo do Equador confirmou a detenção de Glas, alvo de um mandado de prisão por desvio de fundos públicos, e que se refugiou na embaixada mexicana em 17 de dezembro, numa decisão que agravou ainda mais as tensões entre os dois governos.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, o executivo disse que o antigo vice-presidente foi detido pelo chamado Bloco de Segurança, uma entidade que reúne líderes policiais, militares e governamentais, para coordenar as operações contra o crime organizado.
Num comunicado, a Presidência do Equador defendeu a operação policial, acusou o México de dar asilo a Glas, “em violação ao quadro jurídico convencional”, e alegou que “foram abusadas as imunidades e privilégios concedidos à missão diplomática” mexicana.
Na quinta-feira, o Governo do Equador anunciou a expulsão da embaixadora do México, Raquel Serur Smeke, em retaliação por declarações de López Obrador sobre o assassinato do candidato à presidência equatoriana Fernando Villavicencio.


