
Um integrante da Aeronáutica foi preso ontem (25) no aeroporto de Sevilha, no Sul da Espanha, transportando 39 kg de cocaína, em 37 pacotes, no avião — do modelo Embraer 190, que faz parte da comitiva avançada do presidente Jair Bolsonaro, que está viajando para o encontro da Cúpula do G20, no Japão. De acordo com a Guarda Civil espanhola, braço da polícia que faz o controle aduaneiro, o militar detido tem as iniciais M. S. R., de 38 anos.
O brasileiro foi preso durante um controle aduaneiro de rotina. Se o jornal da Andaluzia “Diario Sur”, os investigadores suspeitam que o destino final da droga fosse a Espanha. De acordo com outro veículo espanhol, o “El Periodico”, o militar brasileiro passou a noite na sede do comando da Guarda Civil de Montequinto.
O militar foi levado a um tribunal nesta quarta-feira (27) e foi colocado em detenção provisória, acusado de cometer delito contra a saúde pública, uma categoria que inclui o tráfico de drogas na Espanha, informou um porta-voz da justiça de Andaluzia.
A prisão do militar foi divulgada de manhã pelo ministério da Defesa, em nota, sem entrar em detalhes e informando apenas que os fatos estão sendo apurados e que foi determinada a instauração do Inquérito Policial Militar (IPM).
“O Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica repudiam atos dessa natureza e darão prioridade para elucidação do caso, aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colaboram com as autoridades”, acrescentou a nota da Defesa.
O presidente Bolsonaro comentou o caso pelo Twitter. Disse que determinou ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, “imediata colaboração com a Polícia Espanhola na pronta elucidação dos fatos, cooperando em todas as fases da investigação, bem como instauração de inquérito policial militar”, escreveu:



