
Após uma prestação de contas de cerca de meia hora em pronunciamento para a imprensa no Ministério da Justiça e Segurança, o ministro Sérgio Moro, entregou o cargo. Ele lembrou que recebeu convite no final de 2018 para ser ministro da Justiça pelo recém eleito presidente Jair Bolsonaro com a condição e o compromisso de combater a corrupção, o crime organizado e a violência e que teria carta branca. “Houve uma violação de uma promessa que me foi feita e ficou claro uma interferência política na Polícia Federal”, justificou Moro para deixar o governo. Ele disse ainda que não assinou a exoneração publicada no Diário Oficial da União e desmentiu que Valeixo tenha pedido exoneração como está no DOU. Discurso da demissão de Moro na reportagem.
“Ainda segundo Moro, quando começa a preencher cargos com indicações politicas a troca não é boa. Perguntei ao presidente de tem uma boa causa para a troca, ma comportamento, ineficiência. Mas não tive. Não é a questão do nome, tem outros bons nomes para assumir o cargo e diretor. Nunca houve uma violação de uma promessa que me foi feita, a carta branca, e ficou claro que ficou um interferência polícia na PF que iria ter uma repercussão na própria policia federal. Eu não indico superintendentes, apenas o diretor geral.
“A pergunta não é quem entra, mas porque entra”, questionou Moro, destacando que quem entrar não poderá dizer não e concordar com as decisões que vierem a ser tomadas. Teriam dito que assumi o ministério da justiça para ser ir para o Supremo. Assumi esse cargo , mas ideia era buscar o nível de politicas publica aprofundar o combate a corrupção e ao crime organizado. “Uma unica condição eu vou revelar. Eu disse que como estava abandonando 22 anos de magistratura, pedi apenas já que iriamos ser firme, que se algo me acontece que a minha não ficasse desamparada caso isso me acontecesse , foi a minha a minha única condição que coloquei. O presidente concordou com isso e disse que me daria carta branca”.
Apreensões de drogas e prisão de lideres do crime organizado pela PF e a polícia rodoviária, reduções expressiva na criminalidade sem precedentes históricos menos 19% em assassinatos , mais de 10 mil brasileiros deixaram de ser assassinados com a ajuda dos estados. Aprovação do projeto anti-crime. Fizemos uma campanha no ministério “Faça a coisa certa sempre sempre”.
Fim do superministério – A saída de Moro, uma semana após a demissão do ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, amplia o isolamento político de Bolsonaro e significa a perda do principal fiador de seu discurso de combate à corrupção e do super ministério, ” totalmente técnico e integro”, criado e defendido pelo presidente em campanha.


