/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/1/B/PmwnQ9TJ6JrlWHB1PNVA/captura-de-tela-2024-04-01-160522.png)
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, motorista do Porsche que bateu contra um Renault Sandero e causou a morte do condutor de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, se apresentou no 30º Distrito Policial do Tatuapé, zona leste da capital, na tarde desta segunda-feira (1). A polícia solicitou a prisão temporária dele, mas o pedido não foi aceito pela Justiça.
Por volta das 20h40, o motorista deixou a delegacia com a mãe, que também prestou depoimento. Ele fugiu do local do acidente e não fez o teste do bafômetro, mesmo com a presença de policiais militares.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que a “Polícia Militar instaurou uma investigação preliminar para apurar a conduta dos policiais durante a ocorrência”.
A defesa do empresário negou que o cliente tenha fugido do local do acidente e afirmou que ele apenas se “resguardou de linchamento”.
Em nota assinada por Carine Acardo Garcia e Merhy Daychoum, os advogados consideram o ocorrido como uma fatalidade, mas afirmam ser prematuro ainda o julgamento do que provocou a batida.
“Prematuro, neste momento, julgarmos as causas do acidente, na medida em que os laudos das perícias realizadas ainda não foram concluídos”, disse em nota.
O motorista do carro de luxo, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, começou a prestar depoimento, acompanhado por dois advogados. Andrade Filho não falou com a imprensa. A advogada Carine Acardo Garcia, que defende o motorista da Porsche, afirmou que ele se encontra em “estado de choque”.
O delegado responsável do caso deverá indiciar o empresário pelos crimes de dolo eventual, quando se assume o risco de morte e lesão corporal ao colega que estava no banco do carona, no carro de luxo. Ele também deverá ser indiciado por fuga do local do acidente, sem prestar socorro às vítimas.
Ornaldo Viana chegou a ser socorrido com um quadro de parada cardiorrespiratória e encaminhado ao Hospital Tatuapé. Ele morreu por causa de “traumatismos múltiplos”.
Pelas imagens (veja vídeo abaixo), é possível perceber a violência da colisão, que leva os dois carros para o canteiro da avenida. O Sandero bate no poste de luz, o que provoca a queda imediata de energia elétrica no quarteirão.
Conforme relato feito por testemunhas à Polícia Civil, o empresário do carro de luxo seguia em alta velocidade pela avenida, que tem limite de 50 km/h. Ao fazer a ultrapassagem, ele teria perdido o controle do Porsche e batido contra a traseira do Sandero branco. As circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pela Polícia Civil.
A Polícia Civil também investiga as razões para os policiais militares que atenderam à ocorrência terem liberado o empresário, que se apresentou quase 40 horas depois do incidente.
No registro da ocorrência, policiais que atenderam o caso afirmam que a mãe de Andrade Filho compareceu ao local e disse que levaria o filho ao Hospital São Luiz, localizado no Ibirapuera, zona Sul, para tratar de um ferimento na boca. Quando os agentes foram até ao hospital para fazer o teste do bafômetro e colher sua versão do acidente, eles não encontraram nenhum dos dois.
Policiais civis da delegacia onde foi registrada a ocorrência disseram que os policiais militares demoraram quase cinco horas para comunicar o acidente com morte à delegacia.


