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Operação Iara cumpre mandados e mira transporte de drogas entre Amazonas e Pará

A operação é resultado de investigação iniciada em 2022, conduzida a partir de aprofundada análise de inteligência criminal, financeira e patrimonial, voltada à identificação e neutralização das estruturas de apoio a comercialização de entorpecentes.

Foto: Milena Sabrina (Ascom PC)

As Polícias Civil do Pará e do Amazonas cumpriram mais de 13 mandados judiciais na Operação Iara. A ação bloqueou cerca de R$ 4,8 milhões e foi realizada em Manaus, Santo Antônio do Içá e Urucará.

A investigação da Polícia Civil do Pará apontou que grupos criminosos transportavam grandes carregamentos de drogas do Amazonas para o Pará e outros estados atuando pelo rota do Rio Solimões – um dos principais corredores logísticos do narcotráfico na região Norte.

A operação é resultado de investigação iniciada em 2022, conduzida a partir de aprofundada análise de inteligência criminal, financeira e patrimonial, voltada à identificação e neutralização das estruturas de apoio a comercialização de entorpecentes.

Segundo a polícia, os suspeitos usavam barcos de grande porte, lanchas blindadas e motores potentes, além de uma logística fluvial sofisticada.

No Amazonas, participaram da operação o Departamento de Inteligência da Polícia Judiciária, os Departamentos de Polícia Metropolitana e do Interior, a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais, o Departamento Integrado de Operações Aéreas e a Receita Federal.

Ação simultânea

A ação policial mobiliza o cumprimento simultâneo de um amplo conjunto de medidas cautelares em sete estados da Federação — Pará (PA), Amazonas (AM), Ceará (CE), Rio de Janeiro (RJ), Amapá (AP), São Paulo (SP) e Alagoas (AL) — refletindo o caráter interestadual destes investigados.

Ao todo, 53 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, são alvos da operação. Estão sendo cumpridos 27 mandados de prisão preventiva, 67 mandados de busca e apreensão e 18 medidas cautelares diversas da prisão.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de aproximadamente R$ 58 milhões em ativos financeiros, além do sequestro de imóveis, da indisponibilidade de veículos e de outras restrições patrimoniais, medidas estratégicas voltadas à ruptura das cadeias financeiras ilícitas e à inviabilização da continuidade das atividades criminosas.

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