Um casal, de 33 e 34 anos é apontado como lider dos criminosos aplicava golpe com o falso cadastro no transporte coletivo da capital. Empresa de fachada tinha 2 mil falsos alunos cadastrados para receber meia-passagem.

Wallace Avelar Rodrigues (34) e Rosane Negreiros Garcia (33), foram presos pela Polícia Civil do Amazonas nesta segunda-feira (19), durante a segunda fase da Operação Meia Verdade, que desarticulou um grupo criminoso responsável por fraudar o sistema de meia-passagem estudantil.
Segundo a polícia, o casal era responsável pela empresa fictícia Tutorinfo, utilizada para cadastrar falsos estudantes e emitir carteiras de meia-passagem indevidamente.
De acordo com o delegado Charles Araújo, o golpe causou um prejuízo estimado em R$ 3 milhões por ano aos cofres públicos, valor que saía de impostos pagos pela população.

A Tutorinfo oferecia cursos livres que não existiam. Os cadastros realizados serviam apenas para que pessoas sem direito pudessem obter o benefício da meia-passagem estudantil. A empresa chegou a registrar mais de 2 mil falsos alunos, todos já identificados, e suas carteiras serão canceladas.
“Os cursos eram totalmente fictícios, serviam apenas como cabide para cadastrar essas pessoas no sistema. Conseguimos prender os responsáveis pela empresa”, explicou o delegado.
Primeira fase da operação
Na primeira fase da Operação Meia Verdade, realizada no dia 14 de janeiro, a Polícia Civil prendeu quatro integrantes do grupo criminoso — dois homens, de 32 e 41 anos, e duas mulheres, de 28 e 29 anos — que atuavam na venda ilegal da meia-passagem, anunciando o serviço em redes sociais e marketplaces.
Foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão.
Descoberta do esquema
O golpe foi descoberto após o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas) perceber um aumento atípico no número de estudantes matriculados em cursos livres, muitos deles inexistentes. O gerente do Sinetram, Tarcío Marques, afirmou que todas as informações foram repassadas à Polícia Civil, dando início à investigação.
“Começamos a investigar os cursos, principalmente nos pontos onde ocorriam as fraudes, e levantamos a hipótese de que algumas escolas não existiam. Havia cursos com alto índice de inscrições que resultavam na emissão das carteirinhas de meia-passagem”, disse Marques


