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Operação Vertex prende nove pessoas no AM, quatro são da família do senador Omar Aziz

Nejmi Aziz vai dormir no presídio feminino hoje, assim como os irmãos do senador. Três PMs também foram presos durante operação que investiga corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na tarde desta sexta-feira, 19, a 2ª Vara da Justiça Federal no AM, informou a lista dos pedidos de prisões temporárias na operação Vertex, desdobramento da operação Maus Caminhos.

Veja a lista:

Entre os presos na quinta fase da Operação Maus Caminhos, denominada Operação Vertex, deflagrada nesta sexta-feira (19), em Manaus estão a mulher do senador Omar Aziz, Nejmi Aziz, e os irmãos do senador: Amin Aziz, Murad Aziz e Manssur Aziz.

Também foram presos temporariamente Nafice Valoz, Jose Renato de Lima , Ricart Campos Marques, Paulo José Gomes da Silva e Josenário de Figueiredo, conforme decisão da 2 Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas. A prisão temporária tem prazo de cinco dias, que podem ser prorrogadas por igual período.

Todos são alvos da operação Vertex, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e organização criminosa. Um nono alvo das investigações, em Brasília, tem mandado de prisão em aberto.

Entrada no sistema prisional

Nejmi Aziz ficará presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e os irmãos Murad, Amim e Mansour ficarão no Centro de Detenção Provisória Masculino I, em Manaus. Antes de darem entrada no sistema prisional, os presos passaram por exame de corpo de delito na sede da Polícia Federal.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) afirmou que todos os presos na ioeração Vertex ficaram custodiados no sistema de Manaus. Para “garantir a segurança e a integridade física e mental dos envolvidos e dos demais internos.”, a Seap vai adotar medidas necessárias – não especificadas.

Alvos sob investigação

A Polícia Federal, em pronunciamento durante coletiva de imprensa em Manaus, afirmou que não comentará sobre os alvos das investigações, que segue em andamento. Ainda não há detalhes sobre o envolvimentos dos policiais militares dentro das investigações, assim como também não foi confirmado o nome do oitavo preso em Manaus.

“A investigação não se encerrou. A partir desse momento, os investigados e testemunhas passam a ser ouvidas e apresentarão suas versões. Versões, essas, que podem alterar as hipóteses criminais. Não trabalhamos com pré-julgamentos. E é um padrão nosso, da Polícia Federal, de não tratar o nome de alvos”.


Afirmou o delegado da PF, Alexandre Teixeira.

Operação Vertex

Logo no início da manhã desta sexta-feira a PF cumpriu um mandado de busca a apreensão na casa do senador Omar Aziz. Horas depois, Nejmi foi levada à sede da Polícia Federal em Manaus.

Ao todo foram cumpridos oito mandados de prisão temporária em Manaus. Um último, em Brasília, está em aberto. 15 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas (de aproximadamente 92,5 milhões de reais), e sete mandados de sequestro de bens móveis e imóveis.

Segundo a PF, entre as vantagens indevidas de que se tem suspeita, teria acontecido entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Desdobramento da Maus Caminhos

A investigação da operação Vertex está diretamente relacionada com as outras fases da Maus Caminhos, que são: ‘Custo Político’, ‘Estado de Emergência’ e a operação ‘Cashback’.

Na operação Custo político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa. Todos praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação.

Na operação ‘Estado de Emergência’ completava-se o núcleo político do poder executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador, José Melo, que chegou a ser preso.

A operação Cashback investiu nas investigações do envolvimento de outras empresas em conluio, com a suspeita de que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.

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