Portal Você Online

‘Ou produzimos as vacinas ou não vamos imunizar, diz Pazuello

“Não tem nenhum contrato de prefeito ou governador com o Butantã, Todas as vacinas irão para o SUS”, garante o ministro da Saúde

Pazuello sugere vacinação com apenas uma dose de imunizante - Notícias - R7  Brasil

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse hoje pela manhã em Manaus que se o Brasil não produzir suas próprias vacinas os brasileiros não serão imunizados em razão das famacêuticas não terem como atender a demanda do país a curto prazo.

Ele lembrou dos respiradores do início da pandemia, que foram comprados às pressas para as UTIs, mas que não passaram nos testes de qualidade no Brasil.

“O país chegou a comprar alguns. Conseguimos importar da China, Russia, Israel, Grã- Bretanha, mas foi zero. Os que foram importados não passaram no teste de uso, zero. Todos hoje fabricados no Brasil. Ou fabricamos no Brasil ou não vacinamos”.

Vacinas negociadas

Pazuello fez uma breve avaliação da situação da aquisição das vacinas para explicar porque outros 50 países já começaram a vacinar e o Brasil ainda não. Explicou que alguns trâmites, produção ou prazos tem retardado a imunização e citou o exemplo da coronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac e o Butantan.

“A coronaVac não tem registro na China. Outros países estão vacinando e o Brasil não está, dizem todos os dias, mas todas as vacinas no mundo aplicadas até agora dão uma cidade de São Paulo”, disse o ministro alegando que não tem vacina para todo mundo.

“A parte 3 da vacina coronaVac é financiado pelo Ministério da Saúde. Tem seis milhões de doses importadas e 2,8 milhões sendo produzidas aqui. Já foi pedida a autorização emergencial pelas 6 milhões de doses. É preciso que o Butantan forneça esse documentos. Ainda não pediu autorização dos outro 2,8 mihões”, afirmou Pazuello.

De acordo com ele, o Butantan já produz 75% das vacinas que o ministério distribui e nunca deixou de negociar com o ministério da Saúde. “Não tem nenhum contrato de prefeito ou governador com o Butantan. Todas as vacinas irão para o SUS”.

Analisando as vacinas negociadas pelo Brasil, ele avaliou a Janssen, da Johnson & Johnson, como a melhor, pelo preço (U$ 3,7), e imunização acima dos 90%. “Mmas só podem entregar a partir do segundo trimestre. Apesar do prazo, o Ministério da Saúde vai comprar três milhões de doses”.

Com relação a Moderna “é boa, mais custa 37 dólares e só entregam em outubro, 6 a 8 milhões de doses que foram encomendadas”, informou.

Para o ministro, a Pfizer é uma outra opção, mas quer isenção completa de responsabilidade dos efeitos colaterais, quer que Justiça brasileira abra mão de qualquer ação judicial e um depósito aberto como caução no exterior. “Eles prometem 500 mil doses em janeiro, 500 mil em fevereiro e 1 milhão em março”.

A Sputnik já tem uma empresa privada negociando na Russia. “Estamos em entendimento para 50 milhões de doses e soliticar o uso emergencial. Se a Anvisa garantir a eficácia em fevereiro teremos 2 milhões de doses”.

O Brasil tem contratado 350 milhões de doses de vacina com empenho, liquidação e pagamento realizado, segundo Pazuello. A Astrazenica/Oxford está sendo produzida pela Fiocruz, no Rio – 100 milhões de doses até junho e mais 110 até dezembro.

Plano Nacional de Vacinação

Segundo o ministro, o Plano Nacional de Vacinação (PNI) brasileiro, com mais de 45 anos, é um exemplo mundial. “É o maior programa de imunização do mundo. Nosso povo aceita a vacina. São 300 milhões de doses que funcionam todo dia. Os estados tem grandes depósitos centrais, o municípios com estrutura completa. Cabe ao ministério fazer chegar a vacina”.

Ele adiantou que o plano logístico é indiviualizado por estado, cada um terá um específico. “O do Amazonas é diferente do Paraná, do Maranhão, com publico alvo diferente. O plano ja existe. O prefeito tem que garantir que cada sala estará pronta”.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *