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Palácio Rio Negro: como conhecer um dos ícones de Manaus

O Palácio Rio Negro é um dos edifícios mais emblemáticos da história amazonense e uma parada obrigatória para turistas interessados em compreender o passado político, econômico e cultural de Manaus. Localizado no Centro Histórico, o espaço funciona atualmente como Centro Cultural, com visitação gratuita e programação diversificada.

Construído em 1903, no estilo eclético, o prédio foi originalmente residência do comerciante alemão Karl Waldemar Scholz, um dos nomes mais ricos do ciclo da borracha. À época, a ostentação arquitetônica refletia o auge econômico vivido pelo Amazonas entre o final do século XIX e o início do século XX.

Do Palacete Scholz à sede do poder estadual

Inicialmente chamado de Palacete Scholz, o imóvel foi projetado pelo arquiteto italiano Antonio Jannuzzi e construído em um terreno de mais de 4,7 mil metros quadrados, com 16 cômodos, jardins e mobiliário importado.

Com a queda do preço da borracha a partir de 1912 e os impactos da Primeira Guerra Mundial, Scholz hipotecou o imóvel e acabou retornando à Alemanha, onde faleceu sem voltar a Manaus. O prédio foi adquirido pelo Governo do Amazonas em 1917, durante a gestão do governador Pedro de Alcântara Bacellar, passando a se chamar Palácio Rio Negro.

Por décadas, o local funcionou como sede do Poder Executivo estadual e residência oficial dos governadores, função que exerceu até 1995.

Tombamento e transformação em Centro Cultural

Em 3 de outubro de 1980, o Palácio Rio Negro foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas. Após reformas, restauros e adaptações, o edifício foi oficialmente transformado em Centro Cultural em 28 de agosto de 1997, ampliando seu acesso ao público.

Desde então, o espaço passou a receber exposições, recitais, lançamentos de livros, espetáculos de música erudita, dança, teatro e outras atividades culturais. Mesmo com o novo perfil, o prédio mantém um gabinete de despachos, com agenda aberta para atos oficiais, quando necessário.

O que o visitante encontra no Palácio Rio Negro

Durante a visita, é possível percorrer dois andares e conhecer salões preservados com grande parte do mobiliário original. O acervo reúne 228 peças, entre móveis, obras de arte e objetos históricos.

Entre os destaques estão:

  • Escadaria suspensa em madeira de lei;
  • Piso original em acapu e pau-amarelo, madeiras da Amazônia;
  • Três relógios suíços históricos;
  • Mesa de jacarandá em estilo inglês;
  • Poltronas, estantes e cadeiras de palhinha;
  • Obras de artistas como Moacir Andrade e Branco e Silva;
  • Painel com fotografias de todos os governadores do Amazonas.

Na área externa, o visitante encontra esculturas em ferro importadas da França, além de uma estátua em bronze que representa a Medusa, integrada ao jardim frontal.

Por que incluir o Palácio Rio Negro no roteiro turístico

Visitar o Palácio Rio Negro é mergulhar em uma das fases mais marcantes da história de Manaus. O espaço reúne arquitetura preservada, memória política, acervo artístico e programação cultural, oferecendo ao visitante uma experiência que conecta passado e presente no coração da cidade.

Visitação guiada e experiência cultural

A visitação pode ser guiada ou livre, permitindo ao turista escolher entre uma experiência mais informativa ou contemplativa. O terceiro andar, onde há um farol, permanece fechado por questões estruturais, mas é visível ao público.

O Palácio Rio Negro também integra um conjunto cultural do Centro Histórico, estando ligado ao Parque Jefferson Péres e próximo a outros equipamentos culturais, o que favorece roteiros a pé.

Como visitar o Palácio Rio Negro

Horário de funcionamento

  • Segunda a sábado: 9h às 15h
  • Terça-feira: fechado
  • Domingos: fechado

Entrada

  • Gratuita

Endereço e como chegar

Endereço:
Avenida Sete de Setembro, 1546 – Centro – Manaus

O local é de fácil acesso por:

  • Transporte público (linhas que atendem o Centro);
  • Aplicativos de transporte e táxi;
  • Caminhada, para quem está hospedado na região central ou próximo ao Teatro Amazonas.

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