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Parlamentar denuncia cobrança da ‘Taxa da Pouca Água’ pelos armadores, durante a cheia no Amazonas

Deputado federal denunciou operadores de cargas da ZFM que cobram adicionais de “frete informais” de mais de R$ 10 mil por contêiner, impactando preços da indústria e comércio

O deputado federal Pauderney Avelino (União-AM) repudiou a chamada “Taxa de Pouca Água”, cobrada por armadores internacionais que operam o transporte de contêineres na Zona Franca de Manaus, chegando a USD 1.980,00 por contêiner, o que, na avaliação dele, dá o valor “absurdo” de R$ 10.672,20. Para o parlamentar, a cobrança é indevida porque os rios ainda estão acima dos níveis para a navegação – o Rio Negro estava ontem (13) 17% acima da cota na mesma data do ano passado.

“Essa taxa adicional que é cobrada por esses armadores internacionais para levar um contêiner da China até Manaus em cima de um imposto já pago de $5.500 dólares, o equivalente a mais de R$ 30 mil, torna inviável o custo do transporte marítimo para a nossa Zona Franca de Manaus”, denunciou Pauderney.

Na tribuna da Câmara, Pauderney denunciou o que chamou de “exploração”, já que qualquer aumento tarifário deve ser respaldado por comprovação técnica e estudos hidrológicos.

“Cobrar acréscimos sob a justificativa de “pouca água”, mesmo durante a cheia, é oportunismo econômico. Esse adicional é abusivo neste ano porque, ao contrário dos anos anteriores, tem água de sobra”, disse.

O parlamentar informou que acionará os meios legais, junto com a Associação Comercial, Federação das Indústrias e do Centro das Indústrias do Amazonas contra o “escárnio”, que penaliza diretamente a população, empresas locais, produtores e toda a cadeia produtiva na Amazônia.

“Vamos chamar o empresariado, o Ministério da Indústria e Comércio e o Ministério Público buscando providências contra essa abusiva taxa de pouca água”. E fazem isso porque o Amazonas e Roraima são os únicos estados que não tem ligação terrestre com o restante do Brasil”, informou Pauderney.

Ele lembrou que a falta de pavimentação da BR-319 deixa a população e economia dependentes do transporte fluvial.

“ Precisamos urgentemente da pavimentação desta rodovia por isso vamos trabalhar pela derrubada do veto do dispositivo que simplifica o licenciamento ambiental da estrada, pelo bem da economia do Amazonas e pelo bem dos amazonenses”, justificou Pauderney Avelino.

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