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Pedido de impeachment do governador do AM repercute mal no Planalto

O pedido de impedimento de Wilson Lima foi avaliado como um movimento político, no momento errado, numa hora em que a capital do estado atravessa o pico da pandemia do coronavírus e sem crime de responsabilidade configurado

Pegou mal o impeachment em curso na Assembleia Legislativa do Amazonas, presidida pelo deputado Josué Neto, pré-candidato a prefeitura de Manaus pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), no Palácio do Planalto. O processo no parlamento amazonense foi mal recebido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, que não viu com bons olhos a estratégia política para tirar o governador do estado, Wilson Lima (PSC) do cargo. A informação é da coluna Radar, da revista Veja, publicada nesta quinta-feira (7).

Segundo a coluna, assinada pelo jornalista Robson Bonin, na avaliação dos assessores e aliados do presidente Bolsonaro, o pedido de impeachment do governador do Amazonas veio no momento errado, numa hora em que a capital do estado atravessa o pico da crise da pandemia do coronavírus e sem crime de responsabilidade configurado.

Ainda de acordo a publicação, além da insatisfação do poder central em Brasília, existe também a avaliação de que interesses eleitorais locais estão por trás do movimento politico para retirar Wilson Lima da cadeira de governador do estado. Josué Neto, presidente da Assembleia Legislativa e comandante do processo de impeachment, já se declarou candidato a prefeito de Manaus. O presidente da Aleam, pretende instaurar a comissão especial que analisará o pedido na próxima sexta-feira.

Nessa movimentação, existe ainda interesses voltados para as eleições de majoritárias de 2022, onde os tradicionais candidatos estão de plantão. Entre eles Amazonino Mendes (Podemos) e o senador Eduardo Braga, do MDB, que em encontro com o presidente Jair Bolsonaro, teria levado debaixo do braço o pedido de impeachment e entregue durante reunião no Planalto. Braga venceu a última eleição para o Senado por diferença mínima para o seu adversário direto, o então deputado Luiz Castro. Ele aparece bem nas últimas pesquisas para o governo e tem feito incursões periódicas nas cidades do interior do estado tentando recuperar o prestígio perdido junto aos prefeitos, que por muito pouco não o levaram a perder a eleição.

O pedido de impeachment de Josué Neto foi recusado pela Presidência da República e Wilson Lima teve as suas solicitações de ajuda ao Amazonas acatadas pelo Planalto, que enviou esta semana para Manaus o ministro da Saúde, Nelson Teich, o secretário executivo da pasta, Eduardo Pazzuelo, e quatro aviões da Força Aérea Brasileira com respiradores, máscaras, luvas, toucas, aventais impermeáveis e centenas de profissionais de saúde para reforçar o combate a pandemia no Amazonas.

O pedido de impedimento de Wilson Lima e do seu vice, Carlos Almeida, foi aceito pela Aleam no último dia 30 de abril protocoladas pelo presidente do Sindicato dos Médicos, Mario Vianna, que alega má gestão no combate à pandemia do novo coronavírus no estado. O médico sindicalista alega no seu pedido a “prática de crimes de responsabilidade e improbidade, com o “mau uso dos recursos públicos na área da saúde do Amazonas”.

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