Portal Você Online

Pesquisa DataSenado aponta que maioria dos brasileiros é de direita

Apesar de as urnas terem consagrado Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o novo presidente, o eleitorado de direita está mais consolidado do que nunca. Essa é uma das conclusões do levantamento Panorama Político 2023, realizado pelo Instituto de Pesquisa DataSenado.

A pesquisa aponta que aumentou o percentual de pessoas que se autodeclaram de direita e de esquerda no Brasil mas os simpatizantes da direita prevalecem no país, representando cerca de 31% da população.

Em 2021, 55% dos brasileiros não se consideravam nem de esquerda, nem de direita ou de centro. Em 2022, esse índice caiu para 38%, já que mais brasileiros se posicionaram como de esquerda (17%) ou de direita (31%).

Os dados do DataSenado foram coletados entre 8 e 26 de novembro, logo após as eleições gerais de 2022, e simbolizam que a politização no país avançou. A pesquisa tem série histórica aplicada desde 2008 e, nessa edição, entrevistou 2.007 cidadãos por telefone.

A pesquisa do Instituto DataSenado avaliou a opinião dos brasileiros sobre democracia, principais preocupações, endividamento, efeitos das divergências políticas, meios de informação e questões sociais pós-eleição.

Os indicadores mostram que as eleições de outubro de 2022 influenciaram a opinião pública com mudanças em relação a 2021, principalmente sobre posicionamento político, democracia e temas sociais.

Outro ponto de atenção trazido nos dados coletados foi o aumento da crença na democracia como a melhor opção de forma de governo.

“A democracia saiu fortalecida dessas eleições. A gente pode afirmar de fato que esse apoio se revelou maior nos últimos anos”, diz o coordenador do DataSenado, Marcos Oliveira. Ele destaca ainda uma curiosidade: eleitores de esquerda e de direita defendem o Estado democrático de direito.

Apesar disso, a confiança nas urnas teve queda, quando comparada com a série histórica. Na pesquisa realizada em 2022, 58% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que “o resultado das urnas eletrônicas em eleições é confiável”.

Houve queda de oito pontos percentuais nesse nível de concordância, e aumento no nível de discordância. Marcos Oliveira acredita que, além dos ataques às urnas feitos por políticos de direita, outro fator que contribui para o aumento da desconfiança é o fato de o resultado não ser o esperado por quem votou no seu candidato.

“Quando a gente pega o resultado por identificação com a linha política, por exemplo, 93% dos que se identificam com a esquerda confiam nas urnas e apenas 21% dos que se identificam de direita confiam. É importante fazer esse recorte”, enfatiza o pesquisador.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *