Ação mira organização criminosa acusada de extrair, transportar e comercializar ouro clandestino no Amazonas e em outras regiões do país.

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (25), a Operação Provérbios 22:1, voltada a desarticular um grupo especializado no comércio ilegal de ouro extraído no Amazonas e em outros quatro estados brasileiros.
Desde as primeiras de hoje equipes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pará.
As diligências visam recolher documentos, equipamentos e registros financeiros capazes de fortalecer as investigações em andamento.
Segundo a corporação, a organização criminosa operava de maneira estruturada para adquirir ouro de origem ilícita, proveniente de áreas de exploração clandestina. Após a compra, o metal era transportado e inserido no mercado por meio de operações simuladas, que davam aparência de legalidade às transações.

Para ocultar a origem dos valores obtidos, os envolvidos recorriam a diversos métodos de lavagem de dinheiro, incluindo a aquisição de veículos de luxo, imóveis e outros bens de alto valor.
Esse esquema, de acordo com os investigadores, permitia que o grupo movimentasse grandes quantias enquanto tentava evitar a identificação da origem criminosa dos recursos.
O nome da operação faz referência a um versículo bíblico que destaca a importância da reputação e da integridade, simbolizando a tentativa do grupo de “maquiar” a procedência do ouro negociado ilegalmente.
Comércio ilegal de ouro
Em agosto deste ano, a PF deflagrou a “Operação Ita Yubá”, com o cumprimento de 31 mandados de busca e apreensão nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, além do Distrito Federal, em investigação que apura a prática de extração ilegal de ouro e comercialização do referido minério e de outras pedras preciosas.
A Polícia Federal identificou uma organização criminosa que comprava, transportava e vendia minérios de forma ilegal. O grupo abastecia empresas do setor de joias e também usava os valores obtidos com as vendas para lavar dinheiro e promover o enriquecimento ilegal. Segundo estimativas, o grupo movimentou cerca de R$ 200 milhões com as atividades ilegais.
Mais informações em instantes
PF destrói 10 dragas em operação contra garimpo ilegal no Amazonas
A Polícia Federal, por meio da Delegacia da PF em Tabatinga, realizou entre os dias 22 e 24/11 a Operação Hekurawetaris III, em ação conjunta com o ICMBio e a Funai. A ofensiva teve como objetivo combater crimes que ameaçam territórios sensíveis da região amazônica.
Durante a operação, as equipes inutilizaram dez dragas e diversos equipamentos usados em atividades clandestinas na calha do Rio Boia, no município de Jutaí (AM). A PF destacou que os maquinários representavam graves riscos ambientais.
Impactos do garimpo na região
Segundo os órgãos envolvidos, o garimpo ilegal provoca:
- degradação acelerada das áreas naturais;
- contaminação de rios e afluentes;
- avanço sobre áreas protegidas e territórios sensíveis.
A destruição dos equipamentos foi considerada essencial para interromper o avanço das atividades criminosas.
A operação contou com articulação direta entre PF, ICMBio e Funai, reforçando a importância da cooperação entre órgãos federais para proteger o meio ambiente, os territórios indígenas e os recursos naturais da Amazônia.


