Outras oitos pessoas foram denunciadas pela Força-tarefa

Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou a existência de graves crimes envolvendo o governador afastado do Rio Wilson Witzel (PSC) e solicitou a sua prisão preventiva ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O ministro Benedito Gonçalves, entretanto, autorizou apenas o afastamento de Witzel por 180 dias e determinou medidas cautelares, como a proibição de manter contato com investigados e de ingressas nas dependências do governo do Rio.
A força-tarefa da Lava-Jato apontou participação direta da primeira-dama Helena Witzel nas investigações que culminaram no afastamento de seu marido, o governador Wilson Witzel pelo Superior Tribunal de Justiça. Ela é alvo de mandados de busca e apreensão na operação desta sexta-feira.
A Procuradoria-Geral da Reública sustenta que Witzel usou o escritório de advocacia da mulher para receber dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil – cerca de R$ 15 mil mensais de cada uma das quatro.

Nove denunciados
A Procuradoria-Geral da República denunciou Witzel e mais oito pessoas por corrupção.
A acusação leva em conta pagamentos efetuados por empresas ligadas ao empresário Mário Peixoto ao escritório de advocacia de Helena Witzel, mulher do governador.
Também são objeto da denúncia pagamentos feitos por empresa da família de Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda, ao escritório da primeira-dama.
Conforme consta da acusação encaminhada ao STJ, a contratação do escritório de advocacia consistiu em artifício para permitir a transferência indireta de valores de Mário Peixoto e Gothardo Lopes Netto para Wilson Witzel.
Denunciados:
- Wilson Witzel
- Helena Witzel
- Lucas Tristão
- Mário Peixoto
- Alessandro Duarte
- Cassiano Luiz
- Juan Elias Neves de Paula
- João Marcos Borges Mattos
- Gothardo Lopes Netto.


