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PIB sobe 1,1% em 2019; menor taxa desde o fim da recessão

É o terceiro ano seguido que o Brasil cresce cerca de 1%.
Foto: Reprodução Internet

A economia brasileira terminou o ano de 2019 com uma recuperação lenta da atividade econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de apenas 1,1% em 2019, informou o IBGE nesta quarta-feira. É o terceiro ano seguido que o Brasil cresce cerca de 1%.

No ano, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,3 trilhões. Já o PIB per capita ficou estagnado em R$ 34.533, com alta de só 0,3%.

Trata-se do crescimento mais baixo do que o registrado nos dois anos anteriores, quando a economia brasileira cresceu 1,3% em 2017 e 2018. É, portanto, a menor taxa de expansão desde o fim da última recessão brasileira.

O resultado veio dentro das expectativas mais recentes dos analistas, que previam uma alta de 1,1%. No início do ano passado, porém, havia a previsão de crescimento de 2%, com a aprovação da reforma da

Previdência – o que acabou ocorrendo em outubro – e outras medidas de estímulo econômico.

No entanto, o desastre da barragem da Vale, em Brumadinho (MG), o desemprego ainda elevado e um cenário externo adverso para mercados emergentes, com a desaceleração global e a crise da Argentina, minaram uma expansão maior da economia doméstica.

Além de eventos inesperados, os números da economia no vermelho no final do ano, período no qual se esperava um maior aquecimento do mercado consumidor, principalmente com os efeitos da liberação de recursos do FGTS, também decepcionaram.

No último trimestre do ano, a economia brasileira cresceu 0,5%, na comparação com os três meses encerrados em setembro, segundo o IBGE.

Para este ano, o mercado já começa a reagir com pessimismo aos possíveis efeitos da epidemia do coronavírus na economia brasileira. Nas últimas quatro semanas, analistas reduziram três vezes a previsão de crescimento doméstico, hoje em 2,17%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.

A expectativa do mercado é que o crescimento fique abaixo de 2%, deixando o país cada vez mais próximo do 1% pelo quarto ano consecutivo.

Na conta da expectativa mais pessimista estão a menor atividade na China, epicentro do surto, o que deve afetar as compras chinesas de matérias-primas de países fortes no agronegócio, como o Brasil.

Além disso, a paralisação de fábricas chinesas devido à epidemia tem levado a problemas de abastecimento de insumos no Brasil, o que pode comprometer o desempenho da já combalida indústria nacional em 2020.

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