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Pobreza recuou em 2020 no Brasil com auxílio, diz IBGE

 — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma o impacto do auxílio emergencial para evitar o aumento da pobreza no primeiro ano de pandemia de Covid-19 no Brasil. Em 2020, 24,1% da população brasileira era pobre, considerando as linhas de pobreza do Banco Mundial (US$ 5,50 por dia per capita, ou R$ 450 por mês) frente a 25,9% em 2019. Sem os benefícios dos programas sociais, no entanto, a proporção de pessoas na pobreza teria ficado em 32,1% em 2020, frente a 28,2% em 2019, segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2021, com dados referentes ao ano passado.

Os números mostram efeito expressivo também na pobreza extrema, que pela classificação do Banco Mundial considera quem vive com menos de US$ 1,90 por dia, algo próximo a R$ 155 por mês per capita. A proporção da população nessa condição caiu de 6,8% para 5,7%. Sem os programas sociais, no entanto, esta parcela teria subido de 9,7% para 12,9%.

O comportamento por região brasileira foi muito diferente do que se observou na média do país. Enquanto a pobreza e a pobreza extrema caíram nas regiões Norte e Nordeste na passagem entre 2019 e 2020, houve estagnação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e até aumento da pobreza extrema na região Sul.

O resultado reflete, segundo ela, o maior direcionamento de recursos do auxílio emergencial para as regiões Norte e Nordeste, que tradicionalmente são mais vulneráveis.

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