Desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá resultou na morte de cinco pessoas e 14 feridos em setembro de 2023

A Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Civil do Amazonas realizaram, nesta quinta-feira (10), a reconstituição da queda da ponte sobre o Rio Curuça, no km 25 da Rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), em setembro do ano passado. A reconstituição procurou avaliar a resistência da estrutura para suportar o peso dos veículos no momento do desabamento, que cinco pessoas morreram.

Sem a ponte, a simulação ocorreu no início da BR-319, no Distrito Industrial, em Manaus. Também participaram testemunhas e motoristas que passaram pelo trecho da rodovia no momento em que a ponte desabou.
“Foi possível estabelecer o local onde cada veículo se posicionou sobre a ponte. Isso vai nos subsidiar para que possamos atestar, de forma bem direta, qual é o peso que cada pilar recebia no momento anterior à queda da ponte”, disse o delegado da Polícia Civil David Jordão.
“Nós tivemos 60 laudas só de depoimentos. Foram 14 pessoas feridas e cinco pessoas que morreram, fora os laudos técnicos que são muito específicos, que saem da parte do direito para a parte de engenharia”, acrescentou Jordão.
Além do inquérito instaurado pela PC-AM, outra investigação em curso é realizada pela Polícia Federal.
“Neste evento, tentamos entender como estava o dispositivo [a ponte], como estava antes ao fato gerador, para a gente saber a responsabilização de cada um, qual o fato que culminou com esse acidente, afinal, a sociedade carece de uma resposta”, disse o delegado Thiago Monteiro.
O delegado acrescentou que todos os dados colhidos nesta quinta-feira serão encaminhados para o setor técnico da PF em Brasília, para subsidiar o inquérito.


