
O prefeito de Manaus, David Almeida, reuniu jornalistas na manhã desta segunda-feira (2) para anunciar o fechamento da faixa de areia da Praia da Ponta Negra para os banhistas por 90 dias.
Acompanhado pelo diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, responsável pela gestão do local, ele afirmou que a medida é para reforçar a segurança dos usuários devido as deformações naturais que ficaram expostas com a vazante do Rio Negro, que banha a praia.
Na ocasião, o prefeito também anunciou outras medidas de auxílio às comunidades afetadas pela severa estiagem deste ano, que atinge a capital amazonense. Ele divulgou a doação de cestas básicas e água potável para mais de 6,8 mil moradores de comunidades ribeirinhas que sofrem os efeitos da seca severa.

A distribuição já começa nesta segunda-feira (2), como parte da força-tarefa envolvendo a concessionária Águas de Manaus e a prefeitura. Além de mais de 95 mil litros de água, a Águas de Manaus ainda fornecerá apoio técnico para fazer o abastecimento de água nos locais, com caminhões-pipa, transporte de galões e a presença de equipe para fazer controle de qualidade do líquido. A empresa também doará cestas básicas para as famílias.
O prefeito assinou e publicou decreto que declara, pelo período de 90 dias, a situação de emergência em Manaus, por conta da estiagem.
O monitoramento da praia e de suas condições de banho vem sendo realizado mais intensamente nos últimos 10 dias, com ajuda do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que enviou relatório indicado as péssimas condições de banho. O Corpo de Bombeiros do Amazonas também apontou como negativa o uso da praia.
Entre as medidas adotadas foram feitas análises, vistorias, medição da praia além de placas de aviso instaladas na praia e o trecho de areia seguirá tendo seu uso livre para os frequentadores, para atividades esportivas e de entretenimento, assim como o funcionamento de todo o calçadão e demais estruturas do complexo.
O prefeito disse que a interdição da praia pode ocorrer sempre que os laudos e/ou relatórios comprovarem que a praia encontra-se imprópria para o uso dos banhistas.


