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Prejuízos agrícolas no AM somam R$ 189 milhões com a enchente

Mais de 16.639 famílias foram impactadas diretamente pela enchente dos rios do Amazonas e perderam suas produções agrícolas num valor calculado em mais de R$ 189 milhões nos primeiros cinco meses de 2021. Os dados são do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

O levantamento realizado pelo órgão indica que as principais culturas atingidas estão banana, hortaliças, mamão e mandioca.

De acordo com as informações do Idam, os municípios que mais sofreram com as perdas foram Atalaia do Norte e Benjamin Constant (Alto Solimões); Fonte Boa e Tefé (Médio Solimões); Anori e Manacapuru (Solimões); Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Canutama (Purus); Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati, Juruá e Carauari (Juruá); Humaitá, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Borba e Novo Aripuanã (Rio Madeira), Itacoatiara (Médio Amazonas)e Nhamundá e Urucará (Baixo Amazonas).

O diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, afirma que em abril foram registrados 2,6 mil agricultores em busca de crédito na Agência de Fomento do Amazonas (Afeam).

Segundo ele, os cadastros serão atualizados para projetos agropecuários, que visam recuperar áreas atingidas pela enchente, como é o caso dos plantios de mandioca e fruticultura.

O crédito é destinado para apoiar as atividades produtivas em todo o estado, seja na estrutura, no transporte ou organização da produção.

Outra estratégia do órgão é intensificar as ações itinerantes em comunidades distantes do interior para o cadastramento de produtores para emissão do Cartão do Produtor Primário (CPP), Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) e Cadastro Ambiental Rural (CAR), que são documentos essenciais para acesso às políticas públicas do setor primário.

O instituto informou que segue entregando kits de sementes da agricultura familiar adquiridos pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror).

Ao todo, são 42,8 toneladas de sementes de diferentes tipos de hortaliças, frutas e grãos. Além do apoio logístico no transporte (fluvial e terrestre) das equipes da Defesa Civil nas ações emergenciais.

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