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Presos recebem certificação profisional em Manaus

Noventa e nove reeducandos dos Centros de Detenção Provisória de Manaus I e II (CDPMs 1 e 2) foram certificados, nesta segunda-feira (30), em cursos prossionalizantes de Barbearia, Marcenaria e Elétrica Predial.

Os internos são voluntários do programa de ressociliazação “Trabalhando a Liberdade” da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

“Hoje está acontecendo um fato muito importante aqui, nós temos internos de duas unidades prisionais que há algum tempo se dizia que era impossível colocarem juntos, porque pertenciam a grupos distintos. Mas vocês estão provando que estão compreendendo que o mais importante depois de Deus é a família”, discursou o chefe da Seap, Vinícius Almeida na cerimônia de certificação na penitenciária.

“Para não causar mais sofrimentos às suas famílias, vocês tomaram a decisão de aderir aos projetos de ressocialização e nisso, eu os parabenizo”, afirmou Almeida.

As palavras do secretário ecoaram no internos. Um deles disse em nome da turma que se profissionalizou em Elétrica para se tornar um profissional.

“Eu iniciei no mundo do crime muito jovem, lá no Rio de Janeiro. Já fui preso três vezes, mas como eu era faccionado nunca me interessei em participar dessas coisas. Até porque, antes não tinha um programa como o Trabalhando a Liberdade. Eu estou há seis anos preso e um ano no programa, e não expor mais a minha família ao sofrimento”, disse o interno de 34 anos.

Retorno benéfico – Os cursos de Marcenaria e Elétrica Predial possuem carga horária de 80h de aulas teóricas e práticas, o de Barbeiro, 40h. As aulas aconteciam nos períodos da manhã e tarde, e toda a parte prática foi voltada ao benefício das unidades prisionais e da sede da secretaria que já possui em suas dependências mesas fabricadas por alunos do curso de Marcenaria.

Alexandre Calixto, gerente de ressocialização do consórcio CGPAM, parceira da Seap na cogestão dos CDPMs 1 e 2, pontua a benfeitoria dos cursos profissionalizantes no objetivo de reintegrar o indivíduo apenado à sociedade de uma forma digna.

“Os cursos oferecem a oportunidade de aprendizado e execução de um trabalho especializado. Além das aulas e do certificado, os reeducandos contam com remição de pena e, em alguns casos, até salário, como é o caso do curso de Barbeiro”, disse Calixto.

Os certificados não identificam que os cursos são realizados dentro das unidades do sistema penitenciário para evitar o preconceito e desvalorização do profissional após o cumprimento da pena.

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