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Uma grande operação no Paraguai prendeu suspeitos de participar do assassinato do jornalista que denunciava crimes na fronteira com o Brasil. A operação começou às 4h e contou com cerca de 180 policiais paraguaios; eles cumpriram 19 mandados de busca e apreensão. Nos endereços vistoriados, encontraram munição, uma escopeta e cinco pistolas; quatro do mesmo modelo e calibre da arma usada na execução do jornalista Léo Veras, de 52 anos.
Ele foi morto com 12 tiros no dia 12 de fevereiro em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Léo jantava com a família, quando a casa foi invadida por homens encapuzados que atiraram. O jornalista investigativo tinha um site que publicava notícias policiais da fronteira.
Dez pessoas foram presas na operação: seis paraguaios, um boliviano e três brasileiros, entre eles, uma mulher. Segundo a polícia, todos são integrantes de uma facção criminosa brasileira.
Os três brasileiros estavam num carro que, de acordo com a polícia paraguaia, tem as mesmas características daquele usado no dia da execução de Léo Veras.
O subcomandante da operação, Francisco Talavera, disse que todo o material recolhido, incluindo carros e 35 celulares, vai passar por perícia.
Na internet, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) afirmou que a perícia nas cápsulas encontradas na casa do jornalista mostrou que elas foram disparadas de uma pistola Glock 9 milímetros, a mesma arma usada nas execuções de ao menos outras sete pessoas na cidade de Pedro Juan Caballero.


