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Primeira noite do Festival #SouManaus Passo a Paço leva público ao delírio no Centro Histórico

O #SouManaus Passo a Paço 2025 começou, às 17h, desta sexta-feira (5), reunindo milhares de pessoas no Centro Histórico da capital amazonense, que foram ao delírio com as atrações musicais. A primeira noite do festival foi aberta com shows de Simone Mendes, John Veiga & Jyou Guerra e George Japa, no palco Malcher, e foi encerrado com a apresentação dos cantores Bruno & Marrone e Joelma, que levaram romantismo e energia ao maior festival gratuito de artes integradas do Brasil, que compeltou 10 anos de realização neste feriado do dia 5 de Setembro, independência do Amazonas.

O diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, assegurou que a edição 2025 do #SouManaus deve quebrar todos os recordes, mas que para isso acontecer existe uma união de esforços de toda a prefeitura, para proporcionar esse evento histórico à população. 

“Estamos recebendo um público gigantesco aqui, com certeza iremos atingir todos os recordes do #SouManaus. Isso para nós é uma alegria muito grande, porque existe um planejamento que é feito no decorrer do ano em que a Manauscult conduz o planejamento, mas para que esse planejamento aconteça nós precisamos da Prefeitura de Manaus e de todas as secretarias”, afirmou. 

Uma das grandes estrelas do festival, Simone Mendes, foi muito aguardada pelo público por conta de seus sucessos do sertanejo e pelo seu carisma marcante. A artista contou que foi cantar no #SouManaus 2025, sentir o amor do público e retribuir esse sentimento, que é tanto, que a cantora já disse que quer logo voltar para Manaus.

“É difícil colocar em uma só palavra o que foi cantar aqui em Manaus, no SouManaus. É mágico, poderoso, grandioso, lindo, emocionante. Tem tanta coisa dentro de mim que eu vivi, tanto amor, que não se explica, eu não consigo explicar. Cantar para esse povo mais uma vez enche o meu coração de gratidão e de alegria. Eu sempre venho com amor para cá. Meu público pergunta quando eu volto. Eu quero voltar de novo, quero vê-los novamente. Isso é uma troca de amor, de laços, enfim, sem palavras, indescritível cantar para vocês, muito, muito, muito obrigada”, comentou Simone Mendes. 

A dupla Bruno & Marrone emocionou os fãs com um repertório cheio de sucessos que atravessam gerações. Com sua voz marcante, Bruno destacou a importância de cantar em Manaus neste momento especial do festival.

“A gente fica muito feliz de ser convidado e participar desta festa, que é um festival já tradicional daqui de Manaus e a gente nunca pôde cantar aqui e vai ser a primeira vez e a gente está vendo a estrutura. Uma festa muito grande com vários artistas, uma grade maravilhosa e a gente poder estar junto é um prazer muito grande para nós”, afirmou o cantor.

Pouco depois foi a vez da cantora Joelma incendiar o palco com sua energia inconfundível. Com coreografias vibrantes e os clássicos do seu repertório, a artista paraense transformou o espaço em uma verdadeira festa.

”Para mim, como artista, é um privilégio. Vir a Manaus é um presente. Eu acho que para rever os amigos, até família, por aqui, e claro, matar a saudade da cultura, da comida, que é incrível, que só tem aqui no nosso Norte. Estar neste evento, que cresceu demais, é incrível. Parabéns a todos os organizadores, está incrível e para mim é um privilégio”, disse.

Povos tradicionais

O palco Coreto encantou a população que passou pela praça Dom II, graças a força e a beleza das apresentações indígenas, que reforçou a valorização da cultura ancestral como parte essencial da identidade amazônica. A programação teve início às 17h com apresentações dos grupos indígenas Aiue, Cipia e Kurata.

A coordenadora e produtora da Fundação Municipal de Cultura, Evento e Turismo (Manauscult), Monik Ventilare, destacou que o palco reuniu a diversidade artística como parte da proposta do festival.

“Nesta primeira noite, iniciamos com os povos indígenas, guerreiros e guerreiras Aiue. Este palco é o coração do festival, principalmente nessa praça considerada um território sagrado, e não seria diferente no maior festival de artes integradas termos apresentações incríveis como essas. A Prefeitura de Manaus sempre está aberta em reforçar e valorizar nossa cultura”, afirmou Monik.

O cacique Luís Kokana, 42, líder de 15 povos indígenas, compartilhou seu sentimento em poder se apresentar neste grande evento. “Hoje, o sentimento é de conquista. Estamos conquistando o nosso espaço na nossa terra. É uma grande satisfação poder mostrar a nossa representação ao mundo dos povos originários. Hoje, temos uma Prefeitura de Manaus que nos valoriza. Antes não éramos vistos, agora somos contemplados por participar desse grande festival”, afirmou Luís Kokana.

A professora de dança Maise Ribeiro, 57 anos, que é do povo mura, celebrou a apresentação dos povos originários no Coreto. “O #SouManaus é um evento totalmente inclusivo, é aberto para todos os gostos. Além dos artistas nacionais e locais, a parte que eu mais gosto, acho interessante e verdadeira, é trazer para nós a presença dos nossos ancestrais dos povos originários, que têm a oportunidade de mostrar a sua cultura e energia que todos precisam conhecer”, relatou Maise.

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