
Projeto formará agentes populares de saúde em Manaus e três municípios do interior do Amazonas: Fonte Boa, Jutaí e Uarini. A iniciativa da Fiocruz Amazônia, em parceria com organizações da sociedade civil e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas), será lançada na próxima segunda-feira (6) em Manaus.
Com o projeto “Agentes Populares de Saúde – Solidariedade para Combater a Covid-19 e a Fome em Municípios do Amazonas” serão oferecidos cursos de formação, com carga horária de 45 horas/aula, compostos por três módulos temáticos: Vacinação, Insegurança Alimentar e Violência Doméstica.
“O público preferencial são pessoas que exerçam um papel social na comunidade, como líderes comunitários, de organizações da sociedade civil ou religiosas”, explica Marcílio Medeiros, pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia e coordenador do projeto.
Medeiros diz que para participar o interessado deve ser maior de idade, pertencer ao território em questão e encaminhar proposta de adesão, por escrito, à coordenação do projeto, pelo e-mail marcilio.medeiros@fiocruz.br.
“É importante que o participante seja alfabetizado e esteja disposto a construir uma rede de solidariedade ativa em defesa do bem-estar das populações”, disse.
À medida em que forem sendo formadas turmas de agentes populares de saúde, outros municípios poderão ser incorporados ao projeto. A intenção é formar até 100 agentes populares de saúde nessa primeira etapa.
“As atividades compreenderão o enfrentamento da baixa cobertura vacinal, com ações voltadas sobretudo para os indivíduos não vacinados com as quatro doses da vacina contra a Covid-19 e as famílias em situação de insegurança alimentar”, informou o coordenador.
A execução do projeto compreende a elaboração de material didático em formato impresso e digital, caderno de cadastro e acompanhamento das famílias, e, ao final, a realização de oficina participativa de avaliação da situação da saúde da comunidade.
Todos os participantes receberão certificados e kits compostos por uniforme (boné e camisa), material didático, caderno de anotações no formato impresso e em vídeo (DVD ou pendrive).
Os dados coletados pelos agentes serão encaminhadas para as Secretarias de Saúde e de Ação Social dos municípios, para agendamento de visitas domiciliares e busca ativa nos territórios para as intervenções e ações necessárias.
O projeto é viabilizado por meio de emenda parlamentar do ex-deputado federal José Ricardo (PT).


