De 1º de janeiro a 22 de novembro de 2025, o Amazonas registrou 5 mil casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A capital amazonense vive um avanço no número de casos de gripe e outras síndromes respiratórias neste período chuvoso, e o impacto tem sido sentido principalmente entre bebês e crianças pequenas. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou, nesta segunda-feira (24), a atualização do Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios que mostra o comportamento das doenças no estado.
De 1º de janeiro a 22 de novembro de 2025, o Amazonas registrou 5 mil casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais 1.807 foram confirmados para vírus respiratórios. No mesmo período, 65 mortes foram associadas a essas infecções: 28 por Covid-19, 23 por Influenza A, 8 por rinovírus, 3 por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 2 por Influenza B e 1 por Parainfluenza.
Bebês são os mais atingidos
Nas últimas três semanas analisadas (02/11 a 22/11), a faixa etária mais afetada é a de crianças menores de 1 ano, que representam 40% dos casos. Em seguida vêm crianças de 1 a 4 anos (24%) e de 5 a 9 anos (20%). Idosos com 60 anos ou mais aparecem com 10%, e adultos de 29 a 39 anos, com 2%.
Entre os vírus mais identificados nos exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), destacam-se o rinovírus (55,7%), o Vírus Sincicial Respiratório (33,3%), o adenovírus (21%) e o influenza A (5,7%) — agentes comuns nesta época do ano, quando a umidade tende a aumentar.
Rede estadual reforça atendimento
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destaca que a integração entre vigilância e assistência tem sido fundamental para o controle dos casos. O Amazonas conta com 17 unidades de referência para atendimento de síndromes respiratórias, com equipes capacitadas para triagem, testagem rápida para Covid-19, exames laboratoriais e tratamento conforme o quadro clínico.
Uma das estratégias citadas é o programa Alta Oportuna, adotado nos prontos-socorros infantis. A iniciativa entrega aos pais um kit de medicamentos e orientações para continuidade do tratamento em casa, reduzindo o retorno das crianças às unidades de emergência e ajudando a desafogar o sistema.
A SES-AM reforça que o atendimento inicial para sintomas gripais deve ser procurado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Casos graves devem ser encaminhados para unidades hospitalares.
Prevenção ainda é a principal arma
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça que medidas simples continuam sendo essenciais para conter a disseminação das síndromes respiratórias: higienização das mãos, etiqueta respiratória e evitar aglomerações.
Ela destaca ainda a importância do uso de máscaras para quem apresenta sintomas, profissionais de saúde e pessoas que convivem com indivíduos sintomáticos ou fazem parte de grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades.
Crianças menores de seis meses devem ser mantidas longe de ambientes fechados e de grande circulação. A vacinação contra Covid-19 e Influenza, disponível em todo o Amazonas para os públicos elegíveis, segue como uma das principais ações de prevenção de complicações graves das doenças.


