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Queimadas no Amazonas atingem recorde

Corpo de Bombeiros do Amazonas desencadeia operação de combate às queimadas  urbanas - Valor Amazônico

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que o número de queimadas no Amazonas em 2020 já superou o recorde anterior, de 2005. Até ontem (11) o estado registrou 15.701 focos ativos. Durante todo o ano de 2005, o número foi de 15.644 casos.

As cidades mais afetadas no Estado são Apuí e Lábrea, que fazem fronteira com o Mato Grosso, e onde o governo estadual instalou recentemente uma base de combate ao desmatamento e queimadas ilegais. Em Apuí, foram registrados 2.740 focos até o final da 2ª semana de outubro. Em Lábrea, 2.237.

De acordo com o Inpe, a Amazônia é o bioma mais afetado em 2020 por queimadas. Entre os casos registrados em todo o Brasil, 45,6% são na região. O município de Lábrea já desmatou cerca de 42,06 km² em 2020.

O levantamento de focos ativos de incêndio do Inpe é feito por satélite desde 1998. O mês de agosto também registrou o maior número de queimadas para um único mês nos últimos 22 anos. Segundo a tabela de Monitoramento dos Focos Ativos por Estado do Inpe, foram 8.030 casos de queimadas em todo o Amazonas.

Os meses de agosto e setembro costumam ser os mais secos do ano na Região Amazônica e também formam o período em que, segundo especialistas, ocorrem os maiores índices de casos de queimadas e desmatamento.

O desmatamento e as queimadas estão relacionados. O fogo é parte da estratégia de “limpeza” do solo que foi desmatado para posteriormente ser usado na pecuária ou no plantio. É o chamado “ciclo de desmatamento da Amazônia”.

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