
A Rússia agora tem forças suficientes para realizar uma grande operação militar contra a Ucrânia e um ataque destinado a tomar grande parte do país pode começar “a qualquer momento”, disse o assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, nesta sexta-feira.
Falando em um briefing da Casa Branca sem listar evidências específicas, Sullivan disse que qualquer norte-americano que ainda esteja na Ucrânia deve partir nas próximas 24 a 48 horas. Ele disse que uma invasão russa poderia começar com um ataque aéreo que dificultaria as partidas.
Sullivan disse que a inteligência dos EUA acredita que o presidente russo, Vladimir Putin, pode ordenar uma invasão antes do final dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, em 20 de fevereiro, e que um ataque rápido à capital da Ucrânia, Kiev, é uma possibilidade.
Sullivan falou depois que o presidente norte-americano, Joe Biden, realizou uma videoconferência segura com líderes transatlânticos e buscou a união dos aliados diante do agravamento da situação.
Ainda não está claro, disse Sullivan, se Putin deu definitivamente uma ordem para iniciar uma invasão. Ele disse que espera que Biden busque realizar um telefonema com Putin em breve sobre a crise.
“Não vimos nada chegar até nós que diga que uma decisão final foi tomada, que a ordem foi dada”, disse ele.
Mas com 100.000 soldados concentrados na fronteira da Ucrânia, Sullivan disse que uma invasão russa pode envolver a captura de grandes partes da Ucrânia, bem como de grandes cidades, incluindo Kiev.
A Ucrânia apelou nesta sexta-feira (11) ao Documento de Viena sobre Redução de Riscos e exigiu que a Rússia forneça explicações detalhadas sobre suas atividades militares perto da fronteira ucraniana.
“Ativamos oficialmente o mecanismo de redução de risco de acordo com o parágrafo três do documento de Viena e solicitamos à Rússia que forneça explicações detalhadas sobre as atividades militares nas áreas adjacentes ao território da Ucrânia e na Crimeia temporariamente ocupado”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.


