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Saiba quais senadores estão sabatinando Moro e que foram citados na Lava-Jato

Ministro terá diante de si ao menos oito parlamentares foram investigados na Lava-Jato. Outros integrantes têm histórias diversas com o ex-juiz. Entre eles estão senadores do Amazonas


Lava-Jato: Ministro Edson Fachin interpela 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados
Foto: Divulgação

Ministro tem diante de si ao menos oito parlamentares citados na Lava-Jato.  Veja quais são:

Humberto Costa (PT-PE)


Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Em agosto de 2018, o próprio Moro atuou como juiz em um inquérito do petista. Ele era acusado de receber propina de obra da Petrobras. Um inquérito em que se suspeitava do recebimento de R$ 591 mil pelo senador, como propina da Odebrecht, foi arquivado em março deste ano. A PGR avaliou que não havia provas para prosseguir o caso.

Otto Alencar (PSD-BA)


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Em abril de 2017, Emílio Odebrecht relatou suposto caixa 2 para o senador Otto Alencar (PSD). No entanto, contra ao Otto Alencar não foram aberto processos e ele ficou de fora da lista do ministro de Edson Fachin, relator da Lava-Jato.

Cid Gomes (PDT-CE)

Em março de 2019, a Justiça Federal do Ceará autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Cid Gomes, no âmbito de um inquérito da Lava-Jato que apura a concessão de benefícios tributários a empresas do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de doações para campanha. Gomes teria pedido R$ 5 milhões em troca dos créditos.

Eduardo Braga (MDB-AM)


Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

De acordo com a PGR, provas apontaram para repasses do grupo Hypermarcas ao senador. A investigação mostrou que o delator Nelson Mello mentiu ao dizer que não sabia quais parlamentares eram beneficiados pelos pagamentos por intermédio de um lobista. Ele também foi citado na delação premiada de ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez e da Odebrecht

Antonio Anastasia (PSDB-MG)

Em 2015, Anastasia estreou na tribuna do Senado para se defender da acusação de ter recebido R$ 1 milhão para a campanha de 2010, por ação do doleiro Alberto Yousseff, que negou o vínculo com o senador. Em 2016, foi confirmado o arquivamento do inquérito. Delação da Odebrecht citou vantagens indevidas em doações eleitorais, entre 2009 e 2010. t citou vantagens indevidas em doações eleitorais, entre 2009 e 2010.

Esperidião Amin (PP-SC)


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O delator Pedro Novis apontou irregularidades praticadas pela Odebrecht durante a gestão de Esperidião Amin no governo de Santa Catarina, entre 1987 e 1990. Novis disse que pessoas ligadas a ele receberam propina pela obra da Avenida Perimetral, em Florianópolis. O Ministério Público avaliou que não havia indícios suficientes para prosseguir.

Ciro Nogueira (PP-PI)

Investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Foi alvo da operação “Compensação”, após depoimentos dos colaboradores do grupo J&F que afirmaram terem repassado cerca de R$ 43 milhões ao Partido Progressista, em pagamentos em espécie e doações oficiais, por intermédio de Nogueira, no inquérito conhecido como “quadrilhão do PP”.

Jader Barbalho (MDB-PA)

Investigado no STF por envolvimento na Lava-Jato, é réu em outras ações por danos ao erário e condenado por enriquecimento ilícito por desvio de verbas na antiga Sudam. Delatores da Odebrecht apontaram que ele recebeu R$ 1,5 milhão para campanha ao governo do Pará em 2014. Em 2018, o ministro do STF Edson Fachin abriu o sétimo inquérito para investigações da Lava-Jato.

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