
O Instituto Médico Legal (IML), começou a liberar os corpos dos detentos mortos, durante uma briga entre presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174, em Manaus, neste domingo (26), que terminou com 15 mortos.
Todos os corpos já passaram por exames de necropsia, mas apenas o corpo do reeducando, Pedro Paulo Mexo Xavier, 25 anos, foi liberado até o momento. Segundo o IML ele foi morto por estrangulamento. Pedro, cumpria pena há sete anos por tráfico de drogas .
O IML disse que as famílias dos demais internos precisam estar com os documentos necessários para a liberação do corpo .
Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), informou que está prestando todas as assistências necessárias para as famílias das vítimas.
Disse também, que as investigações para apurar os responsáveis pela briga começaram na tarde de domingo, logo após revista no presídio.
As visitas irão continuar suspensas por tempo 3- dias, segundo a Seap.

A lista dos mortos:
Natan Serrão Pereira
Francisco de Assis Marcelo da Silva
Leonardo Queiroz Campelo
Hiel Lucas Miranda Silva
Pedro Paulo Xavier
Rodrigo Oliveira Pimentel
Fernando dos Santos Ferreira
Erick Wesley Martins Mendes
Naelson Picanço de Oliveira
Igor Peres de Oliveira
Elison de Oliveira Pena
Edney Sandro Sabóia de Vasconcelos
Cleison Silva do Nascimento
Antônio Xavier da Silva Camargo Filho
Ancelmo Pereira dos Santos
” Não foi uma rebelião, foi uma briga entre internos. Usaram como arma estoques feitos de escova de dente e mataram os colegas de cela enforcados com ‘mata leão”, disse o secretário da Seap.

O secretário de Administração Penitenciária (Seap), Marcus Vinicius Almeida, confirmou, em entrevista coletiva na noite deste domingo, a morte de 15 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na manhã de hoje (26), durante uma briga entre eles. Vinicius informou, ainda, que não houve agentes, reféns, familiares feridos ou que tenha ocorrido uma rebelião. Alguns internos foram mortos com estoques feitos de escovas de dente ou enforcados na frente de parentes, durante o horário de visita.
“Vamos abrir uma investigação e encaminhar para a Justiça. Vamos suspender as visitas e tomar outras medidas de segurança internas. Não houve tiros de helicóptero. Não foi uma rebelião, foi uma briga entre internos. Usaram como arma estoques feitos de escova de dente e mataram os colegas de cela enforcados com ‘mata leão’”, disse o secretário da Seap.
Ainda segundo Marcus Vinicius, essa foi à primeira vez na história do sistema penitenciário do Amazonas que acontece mortes durante a visita. “Não há morte quando há visitas. Alguns internos morreram dentro das celas trancadas. Cometeram o crime na frente dos familiares”, informou Vinicius.
A Seap vai avaliar os riscos com a inteligência da secretaria e assistir as imagens das câmeras para identificar os envolvidos na confusão. O secretário destacou a ação rápida e cirúrgica como agiu o Grupo de Intervenção Prisional (GIP), que em menos de três minutos estava agindo dentro da unidade. Esse grupo está baseado no complexo penitenciário e foi criado na gestão de Marcus Vinicius.



