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Secretário do DF e mais seis são presos por desvios na Saúde

Operação é sobre irregularidades em compra de testes para Covid-19. Foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão e sete de prisão.

Secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (25) na segunda fase da Operação Falso Negativo, que investiga fraudes em testes de Covid-19, que seriam de baixa qualidade.

Araújo é suspeito de integrar um esquema de superfaturamento na compra de insumos que teriam causado prejuízo superior a R$ 18 milhões aos cofres públicos do DF.

No cargo desde 16 de março deste ano, o secretário foi preso no apartamento dele, na região Noroeste do DF.

Em nota, o Ministério Público do DF informou que a Operação Falso Negativo cumpre sete mandados de prisão ligados ao alto escalão da secretaria e 44 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais oito estados: Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

O superfatuamento e testes de Covid-19 – levaram pra a prisão hoje:

  • Francisco Araújo – secretário de Saúde do DF
  • Ricardo Tavares Mendes – ex-secretário adjunto de Assistência à Saúde do DF
  • Eduardo Hage Carmo – subsecretário de Vigilância à Saúde do DF
  • Eduardo Seara Machado Pojo do Rego – secretário adjunto de Gestão em Saúde do DF
  • Jorge Antônio Chamon Júnior – diretor do Laboratório Central do DF
  • Ramon Santana Lopes Azevedo – assessor especial da Secretaria de Saúde do DF

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e são resultado de investigação exclusiva do MPDFT, que apura suspeitas de crimes cometidos por servidores do alto escalão da Secretaria de Saúde do DF, segundo o MP-DF.

Ainda de acordo com o MP-DF, entre os crimes estão: fraude à licitação, lavagem de dinheiro, crime contra a ordem econômica (cartel), organização criminosa, corrupção ativa e passiva.

Os crimes teriam sido praticados no momento da licitação para compra de testes para detecção da Covid-19.

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